fonte O Globo
Demétrio Weber
BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, quer que profissionais com diploma de nível superior em outras áreas possam fazer o curso de jornalismo em dois anos, o equivalente à metade da duração atual. Nos próximos dias, ele nomeará uma comissão de especialistas para rever as diretrizes curriculares nacionais que orientam o currículo das faculdades de jornalismo.
Haddad falou nesta quarta-feira sobre o assunto ao dar posse à nova secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci. Ele afirmou que o jornalismo é uma das quatro áreas que estão na mira do Ministério da Educação por terem "conexão direta com a questão democrática". As outras são medicina, direito e pedagogia.
No caso das faculdades de jornalismo, porém, o MEC não pretende cortar novas vagas em cursos de baixa qualidade, como vêm fazendo no direito, na medicina e na pedagogia. O ministro enfatizou que a intenção de mexer nas diretrizes curriculares independe da discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Ele disse que a preocupação é com a qualidade da formação profissional:
- Em países onde não há obrigatoriedade de diplomas, há boas escolas de jornalismo.
A legislação brasileira exige que os jornalistas sejam formados na área, mas uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, acabou com a exigência. O julgamento de mérito, em plenário, deverá ocorrer ainda este ano.
O presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, é favorável à iniciativa do MEC, mas com uma condição: a recíproca deve ser verdadeira. Ou seja, jornalistas que queiram graduar-se em economia ou ciência política, por exemplo, também seriam beneficiados pelo aproveitamento de disciplinas e a menor duração do curso:
- Se a regra for só para jornalismo, a proposta terá a nossa oposição. Seremos radicalmente contra. O jornalismo não é profissão inferior. Por que eu não poderia fazer economia, história da mesma forma?
A nova secretária Maria Paula informou que a decisão de alterar as diretrizes curriculares cabe ao Conselho Nacional de Educação e ao MEC.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Com fim do diploma, curso promete formar jornalista em 45 horas
publicado no site Comunique-se
Sérgio Matsura, do Rio de Janeiro
“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.
“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.
O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.
Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.
Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.
Sérgio Matsura, do Rio de Janeiro
“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.
“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.
O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.
Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.
Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Carta dos estudantes organizados por meio do CAJOR*
*Vou ler uma carta escrita e aprovada por estudantes de jornalismo que, depois da notícia da não obrigatoriedade, se incomodaram e sentiram a necessidade de se organizar e pensar as possibilidades de futuro diante das nossas novas condições.
(texto utilizado no debate sobre a questão do diploma de jornalismo)
Com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, muitos estudantes ficaram desanimados e com bastante receio em relação ao futuro da profissão.
Alguns chegaram a mudar ou até desistir do curso. E o motivo principal tem sido a possibilidade de uma situação ainda pior no mercado de trabalho. Abre-se o caminho para que, talvez, daqui a um tempo, cursos técnicos - como de redação – sejam mais procurados do que o curso superior de jornalismo, o que servirá apenas para incentivar e aumentar a mão-de-obra barata e especializada. Seria, inclusive, o fim definitivo de qualquer conteúdo crítico que a universidade ainda possibilita, conteúdo que é tão importante na formação de um bom jornalista.
Além do mercado de trabalho, há outro ponto fundamental sentido no nosso dia-a-dia, que é a qualidade do curso. Porque a queda do diploma é apenas mais um dos problemas que o estudante de jornalismo enfrenta.
Aqui, na Metodista, diariamente estudantes assistem às aulas em salas lotadas. À noite, alguns chegam a acompanhar sentados no chão ou divididos em três ou quatro pessoas por computador. Na hora de ir gravar, faltam equipamentos e preparo para a utilização, pois não temos uma aula de como manusear uma câmera ou um tripé, por exemplo. Falta até um simples gravador pra fazer uma entrevista. Como aprender, praticar e obter uma boa formação sob essas condições?
Ao invés de investir em infraestrutura física e logística – como melhor utilização e construção de novas salas de aula e prédios -, a universidade inova implementando o ensino a distância dentro dos cursos, até então presenciais. Dessa forma, o aluno não sentirá falta de uma cadeira, de uma sala de aula, prédio e, até mesmo, da própria universidade. Agora, ele acompanha a “aula” através do computador de sua casa, quando acompanha.
E a gente se pergunta: não estaria a Metodista criando um problema ainda maior nos cursos?
Neste ano, vimos mais uma tentativa de aumentar o ensino à distância no jornalismo. Surgiram as disciplinas virtuais, junto ao novo sistema de módulos. O ensino a distância, que antes era quinzenal, passou a ser semanal.
Porém, graças à mobilização dos estudantes no primeiro semestre, com a construção de um grande debate sobre o assunto e um protesto reivindicando o fim das aulas virtuais, a universidade reconheceu a insatisfação e, neste semestre, os estudantes de jornalismo voltaram a ter aulas apenas semipresenciais.
Os estudantes organizados por meio do Centro Acadêmico puderam defender o curso e impedir o avanço do ensino à distância.
Vocês devem se perguntar: por que falar do ensino a distância num debate sobre o diploma? Bom, fazemos questão de ressaltar a luta contra o ensino à distância porque ela está totalmente atrelada à luta em defesa do diploma. Afinal, qual é a validade de um diploma quando o curso que ele representa é precário?
De um lado, vemos a grande mídia interessada em acabar com a obrigatoriedade do diploma para poder rebaixar os salários livremente. Por outro lado, vemos universidades defendendo o diploma simplesmente com a preocupação de que os alunos não larguem a graduação.
A Metodista se propõe a organizar um debate sobre a queda do diploma, mas não realiza discussões sobre a qualidade do curso. Quando organizamos o debate sobre as aulas virtuais no primeiro semestre, não tivemos nenhum apoio da faculdade. Muito pelo contrário. Não pudemos divulgar através do setor de comunicação. Os cartazes que divulgavam o debate eram constantemente arrancados das paredes. As aulas não foram liberadas. Soubemos que professores, por mais que apoiassem a iniciativa, foram orientados a não liberar os alunos e muito menos participar do debate.
Então quando lutamos contra as aulas virtuais, estamos defendendo o curso. Nós sim estamos defendendo a qualidade do diploma.
Agora, que certamente não vamos contar mais com o uso desse diploma para conseguir uma vaga de emprego, temos mais do que nunca que pensar e criticar a qualidade da nossa formação.
Não podemos mais aceitar os problemas que impedem uma boa formação. Chega de salas de aula lotadas, falta de equipamentos técnicos e maus professores!
A realização deste debate é positiva, pois somente por meio do debate crítico, da proposição de ações e da organização dos estudantes, poderemos defender nosso curso e lutar por um futuro digno.
O primeiro semestre mostrou que isso é possível. É isso o que precisamos fazer.
A atual gestão do Centro Acadêmico convida os estudantes de jornalismo para a construção da quinta edição do jornal FALAÇÃO, que é aberto à participação de todos.
A reunião será nessa quinta-feira em dois horários: às 11h da manhã e às 9h da noite na sala do C.A.
(texto utilizado no debate sobre a questão do diploma de jornalismo)
Com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, muitos estudantes ficaram desanimados e com bastante receio em relação ao futuro da profissão.
Alguns chegaram a mudar ou até desistir do curso. E o motivo principal tem sido a possibilidade de uma situação ainda pior no mercado de trabalho. Abre-se o caminho para que, talvez, daqui a um tempo, cursos técnicos - como de redação – sejam mais procurados do que o curso superior de jornalismo, o que servirá apenas para incentivar e aumentar a mão-de-obra barata e especializada. Seria, inclusive, o fim definitivo de qualquer conteúdo crítico que a universidade ainda possibilita, conteúdo que é tão importante na formação de um bom jornalista.
Além do mercado de trabalho, há outro ponto fundamental sentido no nosso dia-a-dia, que é a qualidade do curso. Porque a queda do diploma é apenas mais um dos problemas que o estudante de jornalismo enfrenta.
Aqui, na Metodista, diariamente estudantes assistem às aulas em salas lotadas. À noite, alguns chegam a acompanhar sentados no chão ou divididos em três ou quatro pessoas por computador. Na hora de ir gravar, faltam equipamentos e preparo para a utilização, pois não temos uma aula de como manusear uma câmera ou um tripé, por exemplo. Falta até um simples gravador pra fazer uma entrevista. Como aprender, praticar e obter uma boa formação sob essas condições?
Ao invés de investir em infraestrutura física e logística – como melhor utilização e construção de novas salas de aula e prédios -, a universidade inova implementando o ensino a distância dentro dos cursos, até então presenciais. Dessa forma, o aluno não sentirá falta de uma cadeira, de uma sala de aula, prédio e, até mesmo, da própria universidade. Agora, ele acompanha a “aula” através do computador de sua casa, quando acompanha.
E a gente se pergunta: não estaria a Metodista criando um problema ainda maior nos cursos?
Neste ano, vimos mais uma tentativa de aumentar o ensino à distância no jornalismo. Surgiram as disciplinas virtuais, junto ao novo sistema de módulos. O ensino a distância, que antes era quinzenal, passou a ser semanal.
Porém, graças à mobilização dos estudantes no primeiro semestre, com a construção de um grande debate sobre o assunto e um protesto reivindicando o fim das aulas virtuais, a universidade reconheceu a insatisfação e, neste semestre, os estudantes de jornalismo voltaram a ter aulas apenas semipresenciais.
Os estudantes organizados por meio do Centro Acadêmico puderam defender o curso e impedir o avanço do ensino à distância.
Vocês devem se perguntar: por que falar do ensino a distância num debate sobre o diploma? Bom, fazemos questão de ressaltar a luta contra o ensino à distância porque ela está totalmente atrelada à luta em defesa do diploma. Afinal, qual é a validade de um diploma quando o curso que ele representa é precário?
De um lado, vemos a grande mídia interessada em acabar com a obrigatoriedade do diploma para poder rebaixar os salários livremente. Por outro lado, vemos universidades defendendo o diploma simplesmente com a preocupação de que os alunos não larguem a graduação.
A Metodista se propõe a organizar um debate sobre a queda do diploma, mas não realiza discussões sobre a qualidade do curso. Quando organizamos o debate sobre as aulas virtuais no primeiro semestre, não tivemos nenhum apoio da faculdade. Muito pelo contrário. Não pudemos divulgar através do setor de comunicação. Os cartazes que divulgavam o debate eram constantemente arrancados das paredes. As aulas não foram liberadas. Soubemos que professores, por mais que apoiassem a iniciativa, foram orientados a não liberar os alunos e muito menos participar do debate.
Então quando lutamos contra as aulas virtuais, estamos defendendo o curso. Nós sim estamos defendendo a qualidade do diploma.
Agora, que certamente não vamos contar mais com o uso desse diploma para conseguir uma vaga de emprego, temos mais do que nunca que pensar e criticar a qualidade da nossa formação.
Não podemos mais aceitar os problemas que impedem uma boa formação. Chega de salas de aula lotadas, falta de equipamentos técnicos e maus professores!
A realização deste debate é positiva, pois somente por meio do debate crítico, da proposição de ações e da organização dos estudantes, poderemos defender nosso curso e lutar por um futuro digno.
O primeiro semestre mostrou que isso é possível. É isso o que precisamos fazer.
A atual gestão do Centro Acadêmico convida os estudantes de jornalismo para a construção da quinta edição do jornal FALAÇÃO, que é aberto à participação de todos.
A reunião será nessa quinta-feira em dois horários: às 11h da manhã e às 9h da noite na sala do C.A.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Debate sobre o diploma
Em 15 de setembro (terça-feira), teremos um debate sobre a questão da nova lei que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Está sendo organizado pela própria faculdade, mas com nosso apoio e inclusive nossa participação na mesa, como representante dos estudantes. Serão dois debates: um de manhã e outro à noite.
Na mesa da manhã, estarão presentes: presidente do sindicato dos jornalistas, editora-chefe do SBT (a confirmar) e estudante, com mediação do prof. Júlio.
À noite: presidente do sindicato, a jornalista Ana Stella (diretora de trainee da FSP), estudante e talvez um deputado de Pernambuco. Mediação da profª Margarete.
O Centro Acadêmico já fez uma reunião ontem (quinta-feira 10/09) com outros cerca de 20 alunos, sendo a maioria representantes de sala, para discutir como o estudante deve se posicionar no debate. Definimos alguns tópicos que terão como foco a defesa pelo curso em si, que é representado pelo diploma.
Ainda vamos fechar um texto que será lido no debate por esses dois estudantes. O texto será aprovado na próxima segunda-feira (14/09) em reuniões ABERTAS a todos os alunos de jornalismo, de manhã (às 11h) e à noite (às 21h), na sala do C.A. (Delta-125).
A ideia é que todos os alunos decidam juntos o que será colocado no debate, e não só CAJOR (C.A. de Jornalismo) e representantes.
Participem!
Na mesa da manhã, estarão presentes: presidente do sindicato dos jornalistas, editora-chefe do SBT (a confirmar) e estudante, com mediação do prof. Júlio.
À noite: presidente do sindicato, a jornalista Ana Stella (diretora de trainee da FSP), estudante e talvez um deputado de Pernambuco. Mediação da profª Margarete.
O Centro Acadêmico já fez uma reunião ontem (quinta-feira 10/09) com outros cerca de 20 alunos, sendo a maioria representantes de sala, para discutir como o estudante deve se posicionar no debate. Definimos alguns tópicos que terão como foco a defesa pelo curso em si, que é representado pelo diploma.
Ainda vamos fechar um texto que será lido no debate por esses dois estudantes. O texto será aprovado na próxima segunda-feira (14/09) em reuniões ABERTAS a todos os alunos de jornalismo, de manhã (às 11h) e à noite (às 21h), na sala do C.A. (Delta-125).
A ideia é que todos os alunos decidam juntos o que será colocado no debate, e não só CAJOR (C.A. de Jornalismo) e representantes.
Participem!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Reunião entre estudantes e a coordenação do curso
Na próxima terça-feira, haverá 2 reuniões para organizar um debate no curso sobre o fim da exigência do diploma de jornalismo. Os horários são: 11h e 19h. Estão sendo convocados para a reunião os representante de sala e o CAJOR. A indicação é de que o debate ocorra no dia 15 deste mês.
Hoje, na reunião do CAJOR, discutiremos mais sobre o assunto. Participe!
Hoje, na reunião do CAJOR, discutiremos mais sobre o assunto. Participe!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Fim da exigência do diploma faz Facamp fechar curso de jornalismo
A Facamp (Faculdades de Campinas) decidiu acabar com o curso de jornalismo. A instituição não abriu novas vagas para a carreira no vestibular 2010.
As turmas atuais serão mantidas até a diplomação. Há cerca de 75 alunos de jornalismo na Facamp -quem entrou no início deste ano se formará em 2012.
A faculdade atribuiu a extinção do curso à decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo. A sentença do STF é de junho.
Em comunicado aos alunos, a instituição sinalizou que criará um curso de pós-graduação em jornalismo.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo0109200906.htm
As turmas atuais serão mantidas até a diplomação. Há cerca de 75 alunos de jornalismo na Facamp -quem entrou no início deste ano se formará em 2012.
A faculdade atribuiu a extinção do curso à decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo. A sentença do STF é de junho.
Em comunicado aos alunos, a instituição sinalizou que criará um curso de pós-graduação em jornalismo.
http://www1.folha.uol.com.br/
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Debate sobre exigência do diploma no Sindicato dos Jornalistas
DEBATE COM O SENADOR INÁCIO ARRUDA
(Relator da PEC que RESTITUI A EXIGÊNCIA DO DIPLOMA DE JORNALISMO
PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO)
SÁBADO, 29 DE AGOSTO DE 2009, A PARTIR DAS 10h00
ENTRADA GRATUITA
Auditório Vladimir Herzog (sede do Sindicato dos Jornalistas)
Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República)
NÃO PRECISA DE INSCRIÇÃO. É SÓ COMPARECER!
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
Histórico:
Inácio Arruda (PCdoB-CE), que é relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33/09 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), diz que a proposta de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-CE) “vai reparar uma decisão absolutamente equivocada do Supremo Tribunal Federal ao decidir que para produzir e transmitir a informação não se precisa de um profissional adequadamente formado, preparado para conduzir o processo de transporte das informações para o povo brasileiro”.
“Derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão foi uma decisão absurda do ministro Gilmar Mendes, que deixou claro em seu voto que só cabe auto-regulamentação da profissão, mas feita pelos patrões. O resultado só favorece o monopólio dos meios de comunicação”, diz Guto Camargo, presidente do Sindicato.
O debate é aberto a profissionais, estudantes e professores. Compareça!
É hora de luta pela categoria.
Serviço
Debate com o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Dia 29/8, às 10h, entrada gratuita
Sindicato dos Jornalistas
Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Vila Buarque
Tel.: (11) 3256-7191
(Relator da PEC que RESTITUI A EXIGÊNCIA DO DIPLOMA DE JORNALISMO
PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO)
SÁBADO, 29 DE AGOSTO DE 2009, A PARTIR DAS 10h00
ENTRADA GRATUITA
Auditório Vladimir Herzog (sede do Sindicato dos Jornalistas)
Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República)
NÃO PRECISA DE INSCRIÇÃO. É SÓ COMPARECER!
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
Histórico:
Inácio Arruda (PCdoB-CE), que é relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33/09 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), diz que a proposta de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-CE) “vai reparar uma decisão absolutamente equivocada do Supremo Tribunal Federal ao decidir que para produzir e transmitir a informação não se precisa de um profissional adequadamente formado, preparado para conduzir o processo de transporte das informações para o povo brasileiro”.
“Derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão foi uma decisão absurda do ministro Gilmar Mendes, que deixou claro em seu voto que só cabe auto-regulamentação da profissão, mas feita pelos patrões. O resultado só favorece o monopólio dos meios de comunicação”, diz Guto Camargo, presidente do Sindicato.
O debate é aberto a profissionais, estudantes e professores. Compareça!
É hora de luta pela categoria.
Serviço
Debate com o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Dia 29/8, às 10h, entrada gratuita
Sindicato dos Jornalistas
Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Vila Buarque
Tel.: (11) 3256-7191
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Próxima reunião ABERTA
27/08 - 11H e 21H
na sala Delta-125
Pauta
Fim das aulas virtuais no 1º ano
FALAÇÃO
Uso da sala
Apareçam!
na sala Delta-125
Pauta
Fim das aulas virtuais no 1º ano
FALAÇÃO
Uso da sala
Apareçam!
domingo, 23 de agosto de 2009
A - Geléia Geral - Brasileira
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O mal-estar na Universidade
por Olgária Mattos
A militarização do campus universitário da USP e a solução de conflitos através da força atestam o “esquecimento da política”, substituída pela ideologia da competência, entendida segundo o modelo da gestão empresarial, com seu culto da eficiência e otimização de resultados. Também a proposta mais recente da reforma da carreira docente e do projeto da implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), respondem, cada qual à sua maneira, à “produtividade”, os acréscimos salariais dos professores subordinando-se ao número de publicações e a seu estatuto— se livro, capítulo de livro, ensaio em revistas, se estas se ajustam ao “selo de qualidade” das agências de financiamento; número de congressos; soma de palestras; orientações de teses e dissertações e, sobretudo, se estas obedecem ao prazo preconizado, tanto mais exíguos quanto mais os estudantes chegam à Universidade desprovidos de pré-requisitos à pesquisa,como um conhecimento adequado do português para fins de leitura e escrita universitária, (guardadas as exceções de praxe), bem como acesso a línguas estrangeiras. De fato, a Universidade se adapta às circunstâncias do ensino médio, e o mestrado pretende contornar as deficiências da formação no ensino médio (e fundamental também), que incidem nos anos de graduação, convertida em extensão do segundo grau.
Professores e estudantes cedem precocemente a publicações, sem que haja nelas nada de relevante, e, ao mesmo tempo, devem freqüentar cursos ou prepará-los, realizar trabalhos correspondentes, desenvolver suas teses - uma vez que a quantidade consagra pontuações para futuras bolsas de iniciação científica ou aprovação de auxílios acadêmicos. Quanto aos docentes, estes se ocupam cada vez mais com tarefas de secretaria, como preenchimento de planilhas, elaboração de relatórios, propostas de inovação em cursos não obstante ainda em vias de implantação, acompanhamento de iniciação científica, organização desses congressos, participação em atividades de iniciativa discente, preenchimento de pareceres on line de um número crescente de bolsistas, e por aí vai. No que diz respeito ao ensino à distância, ele não responde à democratização da Universidade mas a sua massificação.
O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela “Universidade da Excelência” ou do “Conhecimento” dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral. Este encontra-se na base da transformação do intelectual em especialista e da docência como vocação em docência como profissão. O saber técnico é o do expert que transmite conhecimentos sem experiência, cujo sentido intelectual e histórico lhe escapa. Assim como no processo produtivo a proletarização é perda dos objetos produzidos pelos produtores e perda do sentido da produção, a especialização pelo know how é proletarização do saber. Por isso o especialista moderno se comunica por fórmulas, gráficos, estatísticas e modelos matemáticos. Foucault reconhece seu primeiro representante em Oppenheimer que enunciou o projeto Mannhathan - que levou à bomba-atômica - em termos simpaticamente técnicos.
A “Universidade do Conhecimento” perverte pesquisa em produção. Quanto à educação à distância, ela não significa um apoio ao conhecimento e seu acesso a regiões distantes, mas sim o fim de toda uma civilização baseada nos valores da convivência, da sociabilidade e da felicidade do conhecimento.
Olgária Mattos é filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo.
A militarização do campus universitário da USP e a solução de conflitos através da força atestam o “esquecimento da política”, substituída pela ideologia da competência, entendida segundo o modelo da gestão empresarial, com seu culto da eficiência e otimização de resultados. Também a proposta mais recente da reforma da carreira docente e do projeto da implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), respondem, cada qual à sua maneira, à “produtividade”, os acréscimos salariais dos professores subordinando-se ao número de publicações e a seu estatuto— se livro, capítulo de livro, ensaio em revistas, se estas se ajustam ao “selo de qualidade” das agências de financiamento; número de congressos; soma de palestras; orientações de teses e dissertações e, sobretudo, se estas obedecem ao prazo preconizado, tanto mais exíguos quanto mais os estudantes chegam à Universidade desprovidos de pré-requisitos à pesquisa,como um conhecimento adequado do português para fins de leitura e escrita universitária, (guardadas as exceções de praxe), bem como acesso a línguas estrangeiras. De fato, a Universidade se adapta às circunstâncias do ensino médio, e o mestrado pretende contornar as deficiências da formação no ensino médio (e fundamental também), que incidem nos anos de graduação, convertida em extensão do segundo grau.
Professores e estudantes cedem precocemente a publicações, sem que haja nelas nada de relevante, e, ao mesmo tempo, devem freqüentar cursos ou prepará-los, realizar trabalhos correspondentes, desenvolver suas teses - uma vez que a quantidade consagra pontuações para futuras bolsas de iniciação científica ou aprovação de auxílios acadêmicos. Quanto aos docentes, estes se ocupam cada vez mais com tarefas de secretaria, como preenchimento de planilhas, elaboração de relatórios, propostas de inovação em cursos não obstante ainda em vias de implantação, acompanhamento de iniciação científica, organização desses congressos, participação em atividades de iniciativa discente, preenchimento de pareceres on line de um número crescente de bolsistas, e por aí vai. No que diz respeito ao ensino à distância, ele não responde à democratização da Universidade mas a sua massificação.
O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela “Universidade da Excelência” ou do “Conhecimento” dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral. Este encontra-se na base da transformação do intelectual em especialista e da docência como vocação em docência como profissão. O saber técnico é o do expert que transmite conhecimentos sem experiência, cujo sentido intelectual e histórico lhe escapa. Assim como no processo produtivo a proletarização é perda dos objetos produzidos pelos produtores e perda do sentido da produção, a especialização pelo know how é proletarização do saber. Por isso o especialista moderno se comunica por fórmulas, gráficos, estatísticas e modelos matemáticos. Foucault reconhece seu primeiro representante em Oppenheimer que enunciou o projeto Mannhathan - que levou à bomba-atômica - em termos simpaticamente técnicos.
A “Universidade do Conhecimento” perverte pesquisa em produção. Quanto à educação à distância, ela não significa um apoio ao conhecimento e seu acesso a regiões distantes, mas sim o fim de toda uma civilização baseada nos valores da convivência, da sociabilidade e da felicidade do conhecimento.
Olgária Mattos é filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo.
4 festival de contracultura pelo Território Livre
O festival de contracultura pelo território livre é um projeto do grupo Coro de Carcarás, construído conjuntamente com outros grupos culturais. O festival, em suas últimas edições, vem reunindo artistas/grupos de cinema- teatro-música-grafitti-revista-arte urbana, que produzam uma arte de contestação, no caminho da contracultura.
É um momento de unificação da produção e de envolver ainda mais setores da juventude, criando uma perspectiva de transformação, através de uma agitação política-cultural.
O Coro de Carcarás está, agora, iniciando a construção do 4º festival de contracultura pelo território livre, que ocorrerádia 28.08 (sexta-feira) a partir das 22h, no Teatro X, na rua Rui Barbosa, centro da cidade de São Paulo.
O festival, que vem crescendo a cada edição, busca construir uma frente de produção e criação cultural que se contraponha ao shopping-center da cultura burguesa. E que, dessa forma, seja uma ponta de lança para transformar a realidade deste país.
Um grande CORO que faça reverberar toda a nossa revolta poética!
Para saber mais acesse www.corodecarcaras.org
É um momento de unificação da produção e de envolver ainda mais setores da juventude, criando uma perspectiva de transformação, através de uma agitação política-cultural.
O Coro de Carcarás está, agora, iniciando a construção do 4º festival de contracultura pelo território livre, que ocorrerádia 28.08 (sexta-feira) a partir das 22h, no Teatro X, na rua Rui Barbosa, centro da cidade de São Paulo.
O festival, que vem crescendo a cada edição, busca construir uma frente de produção e criação cultural que se contraponha ao shopping-center da cultura burguesa. E que, dessa forma, seja uma ponta de lança para transformar a realidade deste país.
Um grande CORO que faça reverberar toda a nossa revolta poética!
Para saber mais acesse www.corodecarcaras.org
Luta ignora precariedade do curso
Texto publicado no FALAÇÃO 4

O semestre começa um pouco diferente para os estudantes de jornalismo, muitos desanimados com o curso depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Para o presidente do STF, Gilmar Mendes, o diploma não impede que o profissional provoque danos irreparáveis ou prejudique direitos alheios. "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", afirmou à Folha de S. Paulo.
Vários outros argumentos foram colocados, entre eles a própria liberdade de expressão supostamente prejudicada pela exigência do ensino superior para produzir informação.
Desde então, ganhou destaque o movimento liderado pela FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas), que se coloca contra a medida. Apoiado por profissionais e estudantes universitários, o movimento realizou algumas manifestações de rua a fim de tentar reverter a decisão.
A situação fica ainda pior para nós estudantes
A mudança poderá piorar as condições de trabalho do estudante de jornalismo, já que a concorrência tende a aumentar. Outro ponto é a desvalorização do curso: talvez, no futuro, cursos técnicos - como de redação – sejam mais procurados do que o curso superior de jornalismo, o que servirá apenas para incentivar e aumentar a mão-de-obra barata e especializada.
Entretanto, o pior disso tudo seria o fim definitivo de qualquer conteúdo crítico que a universidade ainda possibilita, e que é tão importante na formação do estudante.
A “luta” se resume ao diploma?
Nesse sentido, a luta pela obrigatoriedade do diploma aparece aos estudantes universitários como se a universidade se resumisse a isso. É importante perguntar a cada estudante do nosso curso se antes não havia problemas muito maiores, como professores ruins, falta de equipamentos de rádio e tv e “aulas” à distância. Afinal, qual é a validade de um diploma quando o curso que ele representa é precário?
Organizar o debate!
A coordenação do curso de jornalismo está organizando um debate sobre o tema. A atual gestão do C.A. de jornalismo considera positiva a iniciativa, pois somente por meio do debate crítico, da proposição de ações e organização dos estudantes poderemos defender nosso curso e lutar por um futuro digno. Convidamos todos os estudantes a se integrarem e construírem esses espaços de discussão.
O semestre começa um pouco diferente para os estudantes de jornalismo, muitos desanimados com o curso depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Para o presidente do STF, Gilmar Mendes, o diploma não impede que o profissional provoque danos irreparáveis ou prejudique direitos alheios. "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", afirmou à Folha de S. Paulo.
Vários outros argumentos foram colocados, entre eles a própria liberdade de expressão supostamente prejudicada pela exigência do ensino superior para produzir informação.
Desde então, ganhou destaque o movimento liderado pela FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas), que se coloca contra a medida. Apoiado por profissionais e estudantes universitários, o movimento realizou algumas manifestações de rua a fim de tentar reverter a decisão.
A situação fica ainda pior para nós estudantes
A mudança poderá piorar as condições de trabalho do estudante de jornalismo, já que a concorrência tende a aumentar. Outro ponto é a desvalorização do curso: talvez, no futuro, cursos técnicos - como de redação – sejam mais procurados do que o curso superior de jornalismo, o que servirá apenas para incentivar e aumentar a mão-de-obra barata e especializada.
Entretanto, o pior disso tudo seria o fim definitivo de qualquer conteúdo crítico que a universidade ainda possibilita, e que é tão importante na formação do estudante.
A “luta” se resume ao diploma?
Nesse sentido, a luta pela obrigatoriedade do diploma aparece aos estudantes universitários como se a universidade se resumisse a isso. É importante perguntar a cada estudante do nosso curso se antes não havia problemas muito maiores, como professores ruins, falta de equipamentos de rádio e tv e “aulas” à distância. Afinal, qual é a validade de um diploma quando o curso que ele representa é precário?
Organizar o debate!
A coordenação do curso de jornalismo está organizando um debate sobre o tema. A atual gestão do C.A. de jornalismo considera positiva a iniciativa, pois somente por meio do debate crítico, da proposição de ações e organização dos estudantes poderemos defender nosso curso e lutar por um futuro digno. Convidamos todos os estudantes a se integrarem e construírem esses espaços de discussão.
Cobaias da Integração- parte II
Texto publicado no FALAÇÃO 4
Desde o começo das aulas, os estudantes têm observando que as aulas não estão realmente integradas e que há uma falha nesse novo sistema de implementação de módulos, assim como dito no Falação n#2. O intuito da implementação dos módulos é integrar os conteúdos das matérias para que os alunos tenham uma visão interdisciplinar dos assuntos tratados e observar o ambiente com olhar amplo e macroscópico. Tal iniciativa é justa e válida. Mas o projeto não está sendo bem executado.
O primeiro semestre teve três módulos: História do jornalismo (Gêneros Jornalísticos, História do Jornalismo no Brasil e Tecnologia da Informação ) Comunicação, mídias e narrativas (Filosofia e talvez Filosofia da linguagem- a professora Andréa não sabia o nome do tema, e o professor Straccia disse que ia ensinar gramática para ninguém, embora isso fizesse parte do cronograma de aulas) e Linguagem Jornalística (Radio, Televisão, Impresso e Conceito de Notícia e Entrevista). Mas a integração ainda está longe de ser alcançada quando alguns professores não questionam ordens recebidas como se vivessem dentro de um sistema autoritário e outros simplesmente lavam as mãos preocupados apenas com o contra-cheque no final do mês.
A desculpa é sempre a mesma: de que estamos passando por um período de adaptação sujeito a falhas do sistema implantado, por conta da imaturidade dele. Mas até quando? Até quando teremos o dever de manter mensalidades em dia, quando a Universidade Metodista não nos aponta saída para os problemas encontrados?
*texto escrito por estudantes do 1º ano do curso.
Desde o começo das aulas, os estudantes têm observando que as aulas não estão realmente integradas e que há uma falha nesse novo sistema de implementação de módulos, assim como dito no Falação n#2. O intuito da implementação dos módulos é integrar os conteúdos das matérias para que os alunos tenham uma visão interdisciplinar dos assuntos tratados e observar o ambiente com olhar amplo e macroscópico. Tal iniciativa é justa e válida. Mas o projeto não está sendo bem executado.
O primeiro semestre teve três módulos: História do jornalismo (Gêneros Jornalísticos, História do Jornalismo no Brasil e Tecnologia da Informação ) Comunicação, mídias e narrativas (Filosofia e talvez Filosofia da linguagem- a professora Andréa não sabia o nome do tema, e o professor Straccia disse que ia ensinar gramática para ninguém, embora isso fizesse parte do cronograma de aulas) e Linguagem Jornalística (Radio, Televisão, Impresso e Conceito de Notícia e Entrevista). Mas a integração ainda está longe de ser alcançada quando alguns professores não questionam ordens recebidas como se vivessem dentro de um sistema autoritário e outros simplesmente lavam as mãos preocupados apenas com o contra-cheque no final do mês.
A desculpa é sempre a mesma: de que estamos passando por um período de adaptação sujeito a falhas do sistema implantado, por conta da imaturidade dele. Mas até quando? Até quando teremos o dever de manter mensalidades em dia, quando a Universidade Metodista não nos aponta saída para os problemas encontrados?
*texto escrito por estudantes do 1º ano do curso.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Jornalistas - com ou sem diploma
[Quem acompanha este blog já deve saber sobre o assunto, mas vou registrar o fato e a minha opinião pra, inclusive, abrir um espaço de debate talvez mais amplo.]
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Para o presidente do STF, Gilmar Mendes, o diploma não impede que o profissional provoque danos irreparáveis ou prejudique direitos alheios. "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", afirmou à Folha de S. Paulo.
Vários outros argumentos foram colocados, entre eles a própria liberdade de expressão supostamente prejudicada pela exigência do ensino superior para produzir informação. Do outro lado, jornalistas e estudantes se preocupam com o valor do seu currículo, com receio de perder suas vagas (que vagas?) de empregos para "qualquer um".
Pra mim, é engraçado a forma como as pessoas se preocupam com a oferta de vagas de emprego quando se trata da SUA vaga. Como se várias outras pessoas já não estivessem sem emprego todos os dias, muitos até formados, com diploma na mão [e só né].
Mesmo quem se dedicou a vida toda e fez milhares de cursos e línguas e blablabla que o mercado exige (e que uma minoria bem reduzida apenas tem acesso), conseguiu finalmente um trampo "razoável": ganha 2 mil reais por mês. Ufa! Salário dos sonhos, afinal quantas pessoas não estão em situação pior. Pelo menos ele tem um emprego né?
Vixi, mas... e agora que nem essa migalha ele, que investiu tanto dinheiro pra uma carreira de sucesso, não tem mais?! É, agora apertou o calo do jornalista.
Na reunião de hoje (quinta-feira), em discussão sobre o assunto, falou-se até de um possível rebaixamento dos salários, além de diversas outras especulações. Então, a partir do anseio dos alunos e de sua insatisfação perante à mudança, foi sugerido um debate no próximo semestre, porque já estamos quase em férias, com a participação de professores e representantes da Metodista.
A discussão e organização do debate continua nas próximas reuniões e depende dos alunos, não só do C.A. Interessado em brigar pelo seu diploma?
- que esconde as precárias aulas virtuais, professores ruins, falta de equipamentos de rádio e tv, além de ser só pra VOCÊ e excluir muitos outros que queriam ser jornalistas, mas não podem porque é caro.
Participe!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Uma família, de acordo com a vontade da reitoria da Metodista
Por Allan Simon
O mundo está mesmo mudando. Pelo que pensa a competentíssima reitoria da UMESP, o virtual pode substituir muito bem o real, o presencial. Tudo certo, então. Vamos imaginar como seria o cotidiano de uma família "moderna".
De manhã, por volta das 6 horas, o marido vai trabalhar. Como de "costume", deixa recados para a esposa e os filhos, que acordarão mais tarde, no SIFU (Sistema Integrado de Famílias Unidas). Lá estarão todos os pedidos dele para o dia inteiro, como afazeres domésticos, ordens para as crianças, etc.
A esposa, quando acorda, logo SIFU. As crianças também. Elas vão para a escola, e quando voltam, a mãe está fora de casa. O que acontece? SIFU! Lá estarão informações da mãe, entre elas "a comida está na panela, é só esquentar", "arrumem o seu quarto", etc.
Um dos filhos quer ganhar uma bola de futebol oficial. Seria simples, só pedir ao pai, certo? Errado! Nos tempos modernos, o menino vai ao SIFU e deixa uma mensagem, descrevendo inteiramente a bola em questão. Uma descrição falha, mas é com ela que o pai terá que se virar. A chance de erro é grande.
A outra filha, uma adolescente, quer sair com um namorado. Para isso, teria de enfrentar os pais, e toda aquela conversa de sempre, certo? Errado! É só deixar uma mensagem online, e nesse caso, os pais SIFU.
Até mesmo a empregada, que vai fazer a faxina semanal, aderiu ao SIFU. Até mais que os outros. Pois somente nele estarão as muitas e vagas informações do que há a ser feito. Não é possível decorar e nem absorver tudo de uma vez, por isso ela SIFU o dia inteiro.
A noite, o marido chega cansado. Mas, para sua tristeza, até mesmo o seu patrão aderiu ao SIFU. Lá estavam mais trabalhos para ele, em casa. E trabalhos que pareciam sem o menor nexo. Afinal, o marido era engenheiro, e o trabalho consistia em escrever redações! Mas, tudo certo, o pobre engenheiro já tinha se acostumado a SIFU.
Por volta de 20h, a família toda estava doida. Não sabiam o que fazer. Por quê? Porque tudo estava no SIFU. Ou seja, todo mundo SIFU de uma vez.
Antes de dormir, o marido quis "relaxar" com a esposa, que já estava exausta de tanto SIFU. Então, sem poder contar com a amada, o marido SIFU mais uma vez.
O mundo está mesmo mudando. Pelo que pensa a competentíssima reitoria da UMESP, o virtual pode substituir muito bem o real, o presencial. Tudo certo, então. Vamos imaginar como seria o cotidiano de uma família "moderna".
De manhã, por volta das 6 horas, o marido vai trabalhar. Como de "costume", deixa recados para a esposa e os filhos, que acordarão mais tarde, no SIFU (Sistema Integrado de Famílias Unidas). Lá estarão todos os pedidos dele para o dia inteiro, como afazeres domésticos, ordens para as crianças, etc.
A esposa, quando acorda, logo SIFU. As crianças também. Elas vão para a escola, e quando voltam, a mãe está fora de casa. O que acontece? SIFU! Lá estarão informações da mãe, entre elas "a comida está na panela, é só esquentar", "arrumem o seu quarto", etc.
Um dos filhos quer ganhar uma bola de futebol oficial. Seria simples, só pedir ao pai, certo? Errado! Nos tempos modernos, o menino vai ao SIFU e deixa uma mensagem, descrevendo inteiramente a bola em questão. Uma descrição falha, mas é com ela que o pai terá que se virar. A chance de erro é grande.
A outra filha, uma adolescente, quer sair com um namorado. Para isso, teria de enfrentar os pais, e toda aquela conversa de sempre, certo? Errado! É só deixar uma mensagem online, e nesse caso, os pais SIFU.
Até mesmo a empregada, que vai fazer a faxina semanal, aderiu ao SIFU. Até mais que os outros. Pois somente nele estarão as muitas e vagas informações do que há a ser feito. Não é possível decorar e nem absorver tudo de uma vez, por isso ela SIFU o dia inteiro.
A noite, o marido chega cansado. Mas, para sua tristeza, até mesmo o seu patrão aderiu ao SIFU. Lá estavam mais trabalhos para ele, em casa. E trabalhos que pareciam sem o menor nexo. Afinal, o marido era engenheiro, e o trabalho consistia em escrever redações! Mas, tudo certo, o pobre engenheiro já tinha se acostumado a SIFU.
Por volta de 20h, a família toda estava doida. Não sabiam o que fazer. Por quê? Porque tudo estava no SIFU. Ou seja, todo mundo SIFU de uma vez.
Antes de dormir, o marido quis "relaxar" com a esposa, que já estava exausta de tanto SIFU. Então, sem poder contar com a amada, o marido SIFU mais uma vez.
CAJOR- O que é
Por Camilla Feltrin - 1° semestre de Jornalismo noturno
Apesar de uma grande mobilização por parte do CAJOR, muita gente ainda não sabe o que é. O Centro Acadêmico de Jornalismo é um movimento organizado pelos estudantes e para os estudantes, que pretende não estagnar o potencial dos alunos apenas no popularíssimo hino “Vamô bebê Metô!”. Visa direcioná-lo para a reflexão sobre as condições do ensino prestado pela Universidade. Nosso atual objetivo, mas não o único, é lutar contra as precárias e mal elaboradas aulas virtuais.
Em seis meses de C. A houve uma melhora quanto à organização estudantil; desde a obtenção de uma sala para as reuniões e discussões (Delta 125), a publicação do FALAÇÃO - um jornal aberto e feito pelos estudantes -, um debate com representantes da pró-reitoria e a manifestação que aconteceu no dia 9 de junho. Isso não é pouco. Pode ser que um apitaço não resolva nossos problemas, mas com certeza ele escancarou as nossas ideias e mostrou que não somos pessoas conformadas esperando soluções caírem do céu.
"Coisa de aluno do primeiro ano.” Durante a nossa primeira manifestação várias vezes essa frase foi ouvida. Mesmo os diretores do C.A. sendo do quinto semestre, a maioria dos estudantes realmente era do primeiro ano. Ainda bem que são: nos próximos três anos, pelo menos, a gente vai fazer ser ouvido.
PARTICIPE
Muita gente critica o formato do CAJOR e a forma como são tomadas as decisões e ações. O que poucos sabem é que também somos alunos iguais a todos e que também estamos aprendendo. Mas o mais importante, estamos fazendo! E ao invés de apenas criticar indiretamente e ficar no “achismo” das coisas, esses deveriam sugerir e conversar pessoalmente com o CAJOR, pois novamente, erramos porque estamos aprendendo, mas fazemos porque não ficamos só na palavra. E ninguém do C.A. morde aluno, então é só chegar.
O C. A. depende dos alunos. Se você tem ideias e sugestões ou simplesmente não concorda como estamos fazendo as coisas, participe das reuniões que acontecem todas quintas-feiras no Delta 125, durante o horário do intervalo da manhã e da noite (10h50 e 20h50, respectivamente). O blog e o FALAÇÃO também são abertos para quem queira escrever.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Nosso Manifesto NÃO é Virtual
"FIM DAS AULAS VIRTUAIS, FIM DAS AULAS VIRTUAIS", foi esse o grito que estava preso na garganta de mais de 50 estudantes (a maioria do primeiro ano de jornalismo noturno) que fizeram valer a manifestação que aconteceu ontem a noite no campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo.
Organizada pelo CAJOR (Centro Acadêmico de Jornalismo), a manifestação foi consequência do debate sobre aulas virtuais realizado no dia 21 de maio, e também uma resposta as não-respostas da direção da faculdade e da universidade em relação a reuniões para discussão com o CAJOR sobre esse e demais assuntos pendentes.
Tendo como arma a voz, as palmas e os apitos, os estudantes começaram o apitaço na praça central do campus e seguiram ao Delta - prédio onde fica a FACOM (Faculdade de Comunicação), também gentilmente chamada de FA[R]C - e chamaram atenção das salas de aula. Muitos alunos e professores saíram das salas para entender o motivo de tanto barulho e se juntar à luta contra as aulas virtuais.
Em seguida, os estudantes entraram na sala da FACOM e depois foram para o Centro de Convivência, que estava lotado, e causaram aplausos e discórdias. No caminho, foram colados 50 cartazes escritos "Não às aulas virtuais" e "Nosso manifesto não é virtual", e também muitos outros alunos vieram perguntar o que estava acontecendo, quem éramos e como fazia para participar. Cansados, mas não derrotados, os jovens terminaram direcionando os gritos e apitos à reitoria vazia da Metodista (Não temos reitor depois das 18h... tsc tsc tsc), onde foram proibidos de entrar, mas alguns ainda assim conseguiram passar pela segurança.
Os estudantes não pararam de cantar e apitar um minuto sequer, não quebraram nada e a Metodista - preocupada com a segurança dos manifestantes, claro - enviou uma escolta com alguns seguranças. Valeu mesmo Metô, sempre cuidando da gente!
Nós também estamos cuidando de você ;)
Organizada pelo CAJOR (Centro Acadêmico de Jornalismo), a manifestação foi consequência do debate sobre aulas virtuais realizado no dia 21 de maio, e também uma resposta as não-respostas da direção da faculdade e da universidade em relação a reuniões para discussão com o CAJOR sobre esse e demais assuntos pendentes.
Tendo como arma a voz, as palmas e os apitos, os estudantes começaram o apitaço na praça central do campus e seguiram ao Delta - prédio onde fica a FACOM (Faculdade de Comunicação), também gentilmente chamada de FA[R]C - e chamaram atenção das salas de aula. Muitos alunos e professores saíram das salas para entender o motivo de tanto barulho e se juntar à luta contra as aulas virtuais.
Em seguida, os estudantes entraram na sala da FACOM e depois foram para o Centro de Convivência, que estava lotado, e causaram aplausos e discórdias. No caminho, foram colados 50 cartazes escritos "Não às aulas virtuais" e "Nosso manifesto não é virtual", e também muitos outros alunos vieram perguntar o que estava acontecendo, quem éramos e como fazia para participar. Cansados, mas não derrotados, os jovens terminaram direcionando os gritos e apitos à reitoria vazia da Metodista (Não temos reitor depois das 18h... tsc tsc tsc), onde foram proibidos de entrar, mas alguns ainda assim conseguiram passar pela segurança.
Os estudantes não pararam de cantar e apitar um minuto sequer, não quebraram nada e a Metodista - preocupada com a segurança dos manifestantes, claro - enviou uma escolta com alguns seguranças. Valeu mesmo Metô, sempre cuidando da gente!
Nós também estamos cuidando de você ;)
domingo, 7 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Carta de reivindicações à reitoria
Nesta sexta-feira (5 de junho), entregaremos à reitoria da Metodista uma carta com reivindicações do Centro Acadêmico de Jornalismo, representando os estudantes de Jornalismo, assim como outros alunos da universidade que estão insatisfeitos com as aulas virtuais em sua grade curricular. Antes da entrega oficial da carta, os estudantes se encontrarão na sala do C.A. (Delta-125) às 19h30. Quem puder participar, é só aparecer lá nesse horário!
Carta:
A partir do debate realizado no dia 21 de maio sobre as aulas virtuais com presença da Pró-Reitoria de Graduação, constatou-se que existe insatisfação por parte dos estudantes em relação a essas aulas e sobre outras questões existentes em nossa universidade. Por isso, o Centro Acadêmico de Jornalismo, juntamente aos estudantes do curso, entregam esta carta de reivindicações.
Reivindicações
-Fim das aulas virtuais
Reivindicamos o fim do oferecimento dessas aulas. A utilização de tecnologias no conteúdo do curso e na dinâmica das aulas deve, primeiramente, ser discutida com os estudantes em fóruns abertos e democráticos que garantam a participação de qualquer estudante.
-Reuniões do colegiado do curso abertas a todos estudantes
Qualquer mudança em nosso curso é feita em reuniões que permitem apenas a presença e voto de um representante discente. Reivindicamos que qualquer estudante possa assistir a essas reuniões.
-Total autonomia sobre o espaço estudantil (sala 125 do edifício Delta).
Nos colocamos contra a posição por parte da instituição em querer controlar o uso da sala do Centro Acadêmico. Reivindicamos total autonomia em relação a esta sala. Entendemos que os espaços estudantis – existentes em todas as universidades do país - são espaços de convivência dos estudantes conquistados na luta contra a ditadura militar. Por isso, seu uso e funcionamento devem ser decididos nos fóruns estudantis (como as reuniões abertas do Centro Acadêmico).
quarta-feira, 3 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Debate sobre aulas virtuais: Estudantes X Metodista
Mesmo com os bloqueios da universidade, o debate ‘Aulas Virtuais’ aconteceu no último dia 21. Cerca de 70 alunos participaram, além de professores e representantes da instituição. Um dos motivos para a realização do evento foi a mudança ocorrida neste ano em relação ao ensino a distância no curso de Jornalismo: as aulas que eram semi-presenciais passaram a ser totalmente virtuais.
A Pró-Reitora de Graduação justificou a implementação dessas aulas com a já conhecida desculpa da “tendência mundial”. Os outros representantes da Metodista – coordenador do curso de Jornalismo e representante da Pró-Reitoria de EAD – discursaram também em prol da substituição das salas de aula pelo computador, defendendo o ensino à distância como um avanço na educação.
Mas os alunos - os que ‘consomem’ essa modalidade de ensino e, por isso, podem avaliar a sua qualidade – se posicionaram contra. Nenhuma declaração sequer de um aluno foi dada em defesa do EAD.
- “Falta a presença do professor, que muitas vezes não dá a atenção necessária para as nossas dúvidas. Quem disser que o aprendizado do EAD é o mesmo está mentindo.” (Gustavo – 1° semestre de Jornalismo noturno)
- “Na procura por um emprego, quem é contratado: alguém com o diploma de um curso presencial ou de um curso a distância? Queremos o fim das aulas virtuais na Metodista e mais espaços de discussão como esse para que o estudante também participe da construção da universidade.” (Murillo, um dos diretores do CAJOR)
- “Estamos aqui reivindicando para que essas aulas sejam retiradas do nosso curso. A tentativa do EAD é feita de forma apelativa, pois não está previsto no nosso contrato. A internet que falha, um programa que não funciona, dúvidas sem o retorno do professor, falta de tempo. Tudo isso não tem funcionado e nada ainda é melhor do que um professor diante de nós.” (Larissa, 6° semestre de Direito)
A Pró-Reitora de Graduação justificou a implementação dessas aulas com a já conhecida desculpa da “tendência mundial”. Os outros representantes da Metodista – coordenador do curso de Jornalismo e representante da Pró-Reitoria de EAD – discursaram também em prol da substituição das salas de aula pelo computador, defendendo o ensino à distância como um avanço na educação.
Mas os alunos - os que ‘consomem’ essa modalidade de ensino e, por isso, podem avaliar a sua qualidade – se posicionaram contra. Nenhuma declaração sequer de um aluno foi dada em defesa do EAD.
- “Falta a presença do professor, que muitas vezes não dá a atenção necessária para as nossas dúvidas. Quem disser que o aprendizado do EAD é o mesmo está mentindo.” (Gustavo – 1° semestre de Jornalismo noturno)
- “Na procura por um emprego, quem é contratado: alguém com o diploma de um curso presencial ou de um curso a distância? Queremos o fim das aulas virtuais na Metodista e mais espaços de discussão como esse para que o estudante também participe da construção da universidade.” (Murillo, um dos diretores do CAJOR)
- “Estamos aqui reivindicando para que essas aulas sejam retiradas do nosso curso. A tentativa do EAD é feita de forma apelativa, pois não está previsto no nosso contrato. A internet que falha, um programa que não funciona, dúvidas sem o retorno do professor, falta de tempo. Tudo isso não tem funcionado e nada ainda é melhor do que um professor diante de nós.” (Larissa, 6° semestre de Direito)
Metodista dificulta realização de debate
Nas duas últimas semanas, enquanto espalhávamos cartazes por todo o campus, os funcionários da faculdade recebiam ordem para retirá-los – até mesmo os que estavam colados na porta do próprio C.A. foram arrancados.
Além disso, tínhamos pedido a divulgação para a universidade, que apenas nos solicitou uma autorização de alguém da FACOM. Conseguimos a assinatura do coordenador do curso, mas mesmo assim a DICOM (setor de divulgação) não divulgou aos alunos.
Como se não bastasse, soubemos por meio de uma aluna do 1° semestre da noite que sua professora responsável pela aula de quinta-feira (dia do debate) recebeu um comunicado da Reitoria (ou Pró-Reitoria – ela não soube dizer com certeza) informando que ela deveria dar a aula e que não poderia ir ao debate, como havia planejado. Dessa forma, a maioria da sala também deixou de ir, provavelmente por receio de perder aula.
Além disso, tínhamos pedido a divulgação para a universidade, que apenas nos solicitou uma autorização de alguém da FACOM. Conseguimos a assinatura do coordenador do curso, mas mesmo assim a DICOM (setor de divulgação) não divulgou aos alunos.
Como se não bastasse, soubemos por meio de uma aluna do 1° semestre da noite que sua professora responsável pela aula de quinta-feira (dia do debate) recebeu um comunicado da Reitoria (ou Pró-Reitoria – ela não soube dizer com certeza) informando que ela deveria dar a aula e que não poderia ir ao debate, como havia planejado. Dessa forma, a maioria da sala também deixou de ir, provavelmente por receio de perder aula.
domingo, 17 de maio de 2009
CONSTRUA, DIVULGUE E PARTICIPE!
domingo, 26 de abril de 2009
NOTA PÚBLICA DO CAJOR – UMESP
No último dia 18 (sexta-feira), a Secretaria da Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo enviou um e-mail aos diretores do Centro Acadêmico de Jornalismo (CAJOR) com o aviso de que a chave da sala 125 do edifício Delta – espaço estudantil mantido pelo CAJOR - seria trocada durante a semana do recesso de aulas. O motivo, apresentado pela faculdade, seria o fato da sala ficar aberta sem a presença de algum estudante dentro dela. Por isso – alega a faculdade -, o patrimônio do CAJOR não estaria assegurado.
Os espaços estudantis existem em diversas universidades públicas e privadas. Foram conquistados pelo movimento estudantil juntamente com a derrubada da ditadura militar. Por isso, devem ser geridos pelos próprios estudantes. Além disso, são locais de extrema importância, visto que os alunos precisam deles para organizar e realizar suas atividades e produções livres e independentes.
Para a atual gestão do Centro Acadêmico de Jornalismo, é importante manter a sala 125 do edifício Delta aberta durante o período das aulas, pois se trata de um espaço estudantil. Por isso, seu uso deve ser incentivado e possibilitado pelo CAJOR através das inúmeras reuniões e atividades que vem sendo desenvolvidas. O patrimônio existente dentro da sala também pertence aos estudantes.
Diante desse fato, a atual gestão do Centro Acadêmico de Jornalismo convoca uma reunião com a coordenação do curso a fim de propor um termo de uso deste espaço físico para se responsabilizar oficialmente e integralmente pelo patrimônio existente dentro dele. Acreditamos que esta seja uma maneira viável de resolver a questão.
São Bernardo do Campo, 27 de abril de 2009
Centro Acadêmico de JornalismoGestão 2009 Território Livre
Os espaços estudantis existem em diversas universidades públicas e privadas. Foram conquistados pelo movimento estudantil juntamente com a derrubada da ditadura militar. Por isso, devem ser geridos pelos próprios estudantes. Além disso, são locais de extrema importância, visto que os alunos precisam deles para organizar e realizar suas atividades e produções livres e independentes.
Para a atual gestão do Centro Acadêmico de Jornalismo, é importante manter a sala 125 do edifício Delta aberta durante o período das aulas, pois se trata de um espaço estudantil. Por isso, seu uso deve ser incentivado e possibilitado pelo CAJOR através das inúmeras reuniões e atividades que vem sendo desenvolvidas. O patrimônio existente dentro da sala também pertence aos estudantes.
Diante desse fato, a atual gestão do Centro Acadêmico de Jornalismo convoca uma reunião com a coordenação do curso a fim de propor um termo de uso deste espaço físico para se responsabilizar oficialmente e integralmente pelo patrimônio existente dentro dele. Acreditamos que esta seja uma maneira viável de resolver a questão.
São Bernardo do Campo, 27 de abril de 2009
Centro Acadêmico de JornalismoGestão 2009 Território Livre
Estudantes da USP ocupam sede do DCE
texto originalmente publicado em www.dceusp.org.br
O espaço, que havia sido fechado pela Reitoria, foi retomado ontem à noite
Desde 2006, com o argumento de reforma e regulamentação do espaço, a Reitoria manteve a sede do DCE fechada.
Agora, terminada a reforma, a Reitoria simplesmente informou ao DCE que o espaço seria controlado por ela, acabando com a histórica autonomia financeira e política dos estudantes.
Ontem à noite, a assembléia geral dos estudantes da USP, com mais de 400 presentes, decidiu retomar o espaço, que foi ocupado e agora está sob controle estudantil!Essa ocupação é o primeiro passo na luta em torno dos 3 eixos aprovados na assembléia
NENHUM CENTAVO A MENOS PARA A EDUCAÇÃO!
A crise econômica vai gerar impactos catastróficos sobre o orçamento da Universidade. O ICMS - cuja parcela é o único sustento das estaduais paulistas - sofreu uma queda na ordem de 20%. Esse cenário anuncia um corte de verbas no nosso orçamento por parte do governo Serra.
ABAIXO A UNIVESP!
No final de 2008 foi aprovado o programa UNIVESP, que aprofunda a precarização da educação através do ensino à distância nas estaduais paulistas. Aqui na USP já foram criadas 360 vagas de licenciatura em ciências.
ABAIXO A REPRESSÃO!
Para implementar esses ataques, a Reitoria vem encaminhando processos de sindicância contra estudantes e funcionários devido a greves e à ocupação da Reitoria de 2007, assim como a retirada de espaços estudantis e a demissão do funcionário e diretor do Sintusp, Brandão.
Para barrar esses ataques à universidade, a assembléia apontou a construção de uma grande mobilização unificada das três categorias com perspectiva de uma greve das universidades estaduais paulistas.
O espaço, que havia sido fechado pela Reitoria, foi retomado ontem à noite
Desde 2006, com o argumento de reforma e regulamentação do espaço, a Reitoria manteve a sede do DCE fechada.
Agora, terminada a reforma, a Reitoria simplesmente informou ao DCE que o espaço seria controlado por ela, acabando com a histórica autonomia financeira e política dos estudantes.
Ontem à noite, a assembléia geral dos estudantes da USP, com mais de 400 presentes, decidiu retomar o espaço, que foi ocupado e agora está sob controle estudantil!Essa ocupação é o primeiro passo na luta em torno dos 3 eixos aprovados na assembléia
NENHUM CENTAVO A MENOS PARA A EDUCAÇÃO!
A crise econômica vai gerar impactos catastróficos sobre o orçamento da Universidade. O ICMS - cuja parcela é o único sustento das estaduais paulistas - sofreu uma queda na ordem de 20%. Esse cenário anuncia um corte de verbas no nosso orçamento por parte do governo Serra.
ABAIXO A UNIVESP!
No final de 2008 foi aprovado o programa UNIVESP, que aprofunda a precarização da educação através do ensino à distância nas estaduais paulistas. Aqui na USP já foram criadas 360 vagas de licenciatura em ciências.
ABAIXO A REPRESSÃO!
Para implementar esses ataques, a Reitoria vem encaminhando processos de sindicância contra estudantes e funcionários devido a greves e à ocupação da Reitoria de 2007, assim como a retirada de espaços estudantis e a demissão do funcionário e diretor do Sintusp, Brandão.
Para barrar esses ataques à universidade, a assembléia apontou a construção de uma grande mobilização unificada das três categorias com perspectiva de uma greve das universidades estaduais paulistas.
sábado, 18 de abril de 2009
Próxima reunião Encontro Estadual
A próxima reunião de organização do Encontro Estadual de Estudantes será dia 24 de abril às 18h na PUC. O local ainda não foi definido. O CAJOR enviará representantes. Quem quiser ir entre em contato por email.
Nota da atual gestão
Em nossa última reunião ABERTA, ficou definido que iremos apoiar a construção e organização do Encontro Estadual de Estudantes impulsionado pelos Diretórios Cetrais da USP e UNESP.
Nesse sentido, reafirmamos que nenhum de nossos diretores participará de encontros ou congressos da UNE, pois sabemos do atual esvaziamento de discussão nesses fóruns. Além disso, criticamos a forte ligação da entidade com o governo.
CAJOR - Metodista gestão "Território Livre"
Nesse sentido, reafirmamos que nenhum de nossos diretores participará de encontros ou congressos da UNE, pois sabemos do atual esvaziamento de discussão nesses fóruns. Além disso, criticamos a forte ligação da entidade com o governo.
CAJOR - Metodista gestão "Território Livre"
terça-feira, 14 de abril de 2009
Debate está sendo organizado
Um debate sobre as aulas virtuais está sendo organizado.
A idéia é fazer um de manhã no dia 29 e outro a noite no dia 30.
O local seria o auditório do edifício Sigma.
Mais informações, entre em contato com o CAJOR
A idéia é fazer um de manhã no dia 29 e outro a noite no dia 30.
O local seria o auditório do edifício Sigma.
Mais informações, entre em contato com o CAJOR
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Conselho de Centros Acadêmicos na USP repudia UNIVESP
Segue carta aprovada pelo Conselho de Centros Acadêmicos da USP contra a UNIVESP ( Universidade Virtual do Estado de São Paulo).
A UNIVESP é um programa criado pela Secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo, que se propõe a democratizar o acesso à universidade pública através de cursos de graduação (licenciaturas) com 80% de aulas a distância. A maior crítica que o movimento estudantil (ME) tem em relação à UNIVESP é a qualidade da formação que estará sendo oferecida a esses alunos, pois, o ensino a distância não garante a formação com os três pés da universidade (ensino, pesquisa e extensão), não permite a dinâmica viva da sala de aula e o contato cotidiano com os colegas de curso e de outros cursos também. Além disso, o projeto promete um bônus salarial e dispensa das aulas presenciais os professores que a ele aderirem. Não teremos contratação de mais professores para a UNIVESP, portanto, teremos falta de professores para os cursos presenciais.A minuta da pró-reitora e o protocolo de intenções só chegaram às mãos dos conselheiros no mesmo dia, no início da reunião. A UNIVESP nunca havia sido debatida no CoG, tampouco no Co, entretanto, logo de início, Selma Garrido deixou claro que, ali, não estaria em discussão se a USP participaria ou não, dado que a USP participaria, bastava o CoG definir como participaríamos, pois essa pauta já havia passado pelo Co. Discordando da afirmação da pró-reitora, os Representantes Discentes (RDs) pediram para ver a ata da referida reunião do Co.A minuta elaborada pela pró-reitora começa falando sobre a (falsa) aprovação do protocolo de intenções de abril pelo Conselho Universitário, depois justifica o ensino a distância na USP pelas regulamentações em nível federal, estadual e no âmbito da USP. Acompanhando a minuta, há uma portaria que traça “diretrizes gerais para elaboração, pelas Unidades Universitárias da Universidade de São Paulo (USP), de propostas de criação de Cursos de Graduação do Programa USP/UNIVESP; procedimentos para análise do mérito acadêmico das propostas de criação de cursos pelos Órgãos Colegiados competentes do Conselho de Graduação; bem como procedimentos para a realização do Concurso Vestibular, (…)”. A portaria se compõe de cinco artigos que são demasiadamente vagos e não se aprofundam nos detalhes do ensino a distância.Várias foram as intervenções questionando o programa USP/UNIVESP, a minuta e a portaria, vários foram os pedidos de professores e estudantes para que se fosse discutida a pauta com mais tempo. Entretanto, a pró-reitora dizia que esta deliberação era apenas para institucionalizar o ensino a distância na USP, que não estávamos analisando um curso em específico e sim traçando diretrizes gerais e que isto precisava ser aprovado ali para que houvesse o vestibular para esses cursos na metade do ano de 2009. Quando quis partir logo para os encaminhamentos, foi questionada pela décima vez sobre a ata do Co e sua secretária admitiu que a pauta não havia passado por lá e sim pela COP (Comissão de Orçamento e Patrimônio). A proposta de professores e estudantes, de que se retirasse de pauta a minuta e de que se encaminhasse um Grupo de Trabalho que a discutisse detalhadamente foi simplesmente ignorada. Selma Garrido nos impôs duas possibilidades: aprovar ou aprovar, a sua minuta. No ato da votação apenas quis contabilizar os favoráveis e as abstenções, então os RDs pediram para que se fosse encaminhado de forma correta, a fim de contabilizar também os votos contrários. Foram 15 votos favoráveis e 13 votos contrários.A estrutura anti-democrática da Universidade corrobora para que decisões como esta sejam feitas de forma atropelada, desrespeitando a autonomia da universidade.Defendemos a ampliação do acesso à USP, contudo, esta ampliação deve ser feita com qualidade, com expansão de vagas presenciais na universidade, permitindo a formação consistente de todos os alunos.
A UNIVESP é um programa criado pela Secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo, que se propõe a democratizar o acesso à universidade pública através de cursos de graduação (licenciaturas) com 80% de aulas a distância. A maior crítica que o movimento estudantil (ME) tem em relação à UNIVESP é a qualidade da formação que estará sendo oferecida a esses alunos, pois, o ensino a distância não garante a formação com os três pés da universidade (ensino, pesquisa e extensão), não permite a dinâmica viva da sala de aula e o contato cotidiano com os colegas de curso e de outros cursos também. Além disso, o projeto promete um bônus salarial e dispensa das aulas presenciais os professores que a ele aderirem. Não teremos contratação de mais professores para a UNIVESP, portanto, teremos falta de professores para os cursos presenciais.A minuta da pró-reitora e o protocolo de intenções só chegaram às mãos dos conselheiros no mesmo dia, no início da reunião. A UNIVESP nunca havia sido debatida no CoG, tampouco no Co, entretanto, logo de início, Selma Garrido deixou claro que, ali, não estaria em discussão se a USP participaria ou não, dado que a USP participaria, bastava o CoG definir como participaríamos, pois essa pauta já havia passado pelo Co. Discordando da afirmação da pró-reitora, os Representantes Discentes (RDs) pediram para ver a ata da referida reunião do Co.A minuta elaborada pela pró-reitora começa falando sobre a (falsa) aprovação do protocolo de intenções de abril pelo Conselho Universitário, depois justifica o ensino a distância na USP pelas regulamentações em nível federal, estadual e no âmbito da USP. Acompanhando a minuta, há uma portaria que traça “diretrizes gerais para elaboração, pelas Unidades Universitárias da Universidade de São Paulo (USP), de propostas de criação de Cursos de Graduação do Programa USP/UNIVESP; procedimentos para análise do mérito acadêmico das propostas de criação de cursos pelos Órgãos Colegiados competentes do Conselho de Graduação; bem como procedimentos para a realização do Concurso Vestibular, (…)”. A portaria se compõe de cinco artigos que são demasiadamente vagos e não se aprofundam nos detalhes do ensino a distância.Várias foram as intervenções questionando o programa USP/UNIVESP, a minuta e a portaria, vários foram os pedidos de professores e estudantes para que se fosse discutida a pauta com mais tempo. Entretanto, a pró-reitora dizia que esta deliberação era apenas para institucionalizar o ensino a distância na USP, que não estávamos analisando um curso em específico e sim traçando diretrizes gerais e que isto precisava ser aprovado ali para que houvesse o vestibular para esses cursos na metade do ano de 2009. Quando quis partir logo para os encaminhamentos, foi questionada pela décima vez sobre a ata do Co e sua secretária admitiu que a pauta não havia passado por lá e sim pela COP (Comissão de Orçamento e Patrimônio). A proposta de professores e estudantes, de que se retirasse de pauta a minuta e de que se encaminhasse um Grupo de Trabalho que a discutisse detalhadamente foi simplesmente ignorada. Selma Garrido nos impôs duas possibilidades: aprovar ou aprovar, a sua minuta. No ato da votação apenas quis contabilizar os favoráveis e as abstenções, então os RDs pediram para que se fosse encaminhado de forma correta, a fim de contabilizar também os votos contrários. Foram 15 votos favoráveis e 13 votos contrários.A estrutura anti-democrática da Universidade corrobora para que decisões como esta sejam feitas de forma atropelada, desrespeitando a autonomia da universidade.Defendemos a ampliação do acesso à USP, contudo, esta ampliação deve ser feita com qualidade, com expansão de vagas presenciais na universidade, permitindo a formação consistente de todos os alunos.
domingo, 12 de abril de 2009
Calendário dessa semana
Terça-feira 19h30 - início da organização da festa.
Quinta-feira - 10h50 e 20h50 - reunião/debate ABERTA sobre a UNE.
Local - CAJOR (Delta 125)
Quinta-feira - 10h50 e 20h50 - reunião/debate ABERTA sobre a UNE.
Local - CAJOR (Delta 125)
sábado, 11 de abril de 2009
Associação dos docentes da Metodista
Você sabia que, assim como nós nos organizamos em torno do CAJOR, os professores (docentes) da Metodista também possuem sua entidade representativa?
Conheça a ADIMS - Associação dos Docentes do Instituto Metodista de Ensino Superior
www.adims.com.br
Conheça a ADIMS - Associação dos Docentes do Instituto Metodista de Ensino Superior
www.adims.com.br
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Unesp Pres. Prudente e Unesp Bauru ocupadas
Desde o dia 2 de abril, os estudantes da Unesp de Presidente Prudente ocuparam a diretoria do campus.
Mais informações no CMI
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/04/444044.shtml
Os estudantes da Unesp de Bauru também ocuparam o campus. Eles estavam realizando congresso estudantil e foram proibidos de dormirem lá.
Em breve mais informações.
Mais informações no CMI
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/04/444044.shtml
Os estudantes da Unesp de Bauru também ocuparam o campus. Eles estavam realizando congresso estudantil e foram proibidos de dormirem lá.
Em breve mais informações.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Próxima reunião
Participe da próxima reunião ABERTA
quinta-feira as 10h50 e 20h50
na sala do CAJOR Delta - 125
discussão: organização do debate sobre aulas virtuais
quinta-feira as 10h50 e 20h50
na sala do CAJOR Delta - 125
discussão: organização do debate sobre aulas virtuais
quarta-feira, 1 de abril de 2009
REUNIÃO ABERTA AMANHÃ
AMANHÃ 2.4
REUNIÃO ABERTA CAJOR
DISCUSSÃO: ORGANIZAÇÃO DO DEBATE AULAS VIRTUAIS
HORÁRIO - 10H50 E 20H50
LOCAL - DELTA 125
REUNIÃO ABERTA CAJOR
DISCUSSÃO: ORGANIZAÇÃO DO DEBATE AULAS VIRTUAIS
HORÁRIO - 10H50 E 20H50
LOCAL - DELTA 125
Última novidade do curso de jornalismo: disciplinas totalmente virtuais!
por Murillo Diniz e Gustavo Constantino
Se nos anos anteriores, já existiam as aulas semi-presenciais ( 1 semana presencial, outra à distância), agora, os alunos do primeiro ano começam a ter uma aula virtual na semana. Os alunos terão contato com o professor dessa matéria apenas 3 vezes no semestre. Esse fato novo no curso tem gerado insatisfação por parte dos alunos que não sabiam que teriam esse tipo de ensino.
Na maioria dos casos, o estudante entra na Metodista sem saber que terá esse tipo de aula. “Ninguém me avisou nada. Fiquei bravo, pois escolhi um curso inteiramente presencial e fui surpreendido por essas aulas virtuais”, conta o estudante do primeiro ano de jornalismo Danilo Thomaz.
As aulas virtuais são lecionadas pela Internet, através do SIGA – um sistema virtual criado pela universidade que disponibiliza serviços on-line e que também possibilita o armazenamento de dados como o conteúdo de uma aula -, com slides e gravações das vozes dos professores.
“As aulas são superficiais, o conteúdo é transmitido de maneira desorganizada, o nível de cobrança é menor e os trabalhos acabam sendo muito ralos. Tudo isso acaba piorando o curso”, afirma Danilo. Para a estudante do primeiro ano Tamires Teodoro “se a situação continuar assim os alunos não terão um bom rendimento nesta disciplina”.
Segundo o coordenador do curso de jornalismo Rodolfo Martino, “as aulas virtuais só existem no novo currículo quando determinado conteúdo dá sustentação a outros conteúdos”. Essa sustentação funciona da seguinte maneira: “duas aulas semanais presenciais para uma à distância”, afirma o coordenador.
O professor Roberto Joaquim de Oliveira, que dá uma matéria virtual para o primeiro ano do curso de jornalismo, afirma que a Metodista “vem acompanhando os professores, fazendo formação, estimulando a elaboração de aulas cada vez mais interativas e críticas”. Além disso, ele acredita que o fato de ainda estarmos acostumados com apenas aulas presenciais, faz com que os estudantes pensem que aulas não presenciais não possuem qualidade. “Isso não é verdade”, afirma o professor.
O Centro Acadêmico de Jornalismo convida a todos os estudantes para organizarmos um grande debate sobre aulas semi-presenciais e aulas virtuais. Participe da próxima reunião e ajude a organizar essa atividade.
Se nos anos anteriores, já existiam as aulas semi-presenciais ( 1 semana presencial, outra à distância), agora, os alunos do primeiro ano começam a ter uma aula virtual na semana. Os alunos terão contato com o professor dessa matéria apenas 3 vezes no semestre. Esse fato novo no curso tem gerado insatisfação por parte dos alunos que não sabiam que teriam esse tipo de ensino.
Na maioria dos casos, o estudante entra na Metodista sem saber que terá esse tipo de aula. “Ninguém me avisou nada. Fiquei bravo, pois escolhi um curso inteiramente presencial e fui surpreendido por essas aulas virtuais”, conta o estudante do primeiro ano de jornalismo Danilo Thomaz.
As aulas virtuais são lecionadas pela Internet, através do SIGA – um sistema virtual criado pela universidade que disponibiliza serviços on-line e que também possibilita o armazenamento de dados como o conteúdo de uma aula -, com slides e gravações das vozes dos professores.
“As aulas são superficiais, o conteúdo é transmitido de maneira desorganizada, o nível de cobrança é menor e os trabalhos acabam sendo muito ralos. Tudo isso acaba piorando o curso”, afirma Danilo. Para a estudante do primeiro ano Tamires Teodoro “se a situação continuar assim os alunos não terão um bom rendimento nesta disciplina”.
Segundo o coordenador do curso de jornalismo Rodolfo Martino, “as aulas virtuais só existem no novo currículo quando determinado conteúdo dá sustentação a outros conteúdos”. Essa sustentação funciona da seguinte maneira: “duas aulas semanais presenciais para uma à distância”, afirma o coordenador.
O professor Roberto Joaquim de Oliveira, que dá uma matéria virtual para o primeiro ano do curso de jornalismo, afirma que a Metodista “vem acompanhando os professores, fazendo formação, estimulando a elaboração de aulas cada vez mais interativas e críticas”. Além disso, ele acredita que o fato de ainda estarmos acostumados com apenas aulas presenciais, faz com que os estudantes pensem que aulas não presenciais não possuem qualidade. “Isso não é verdade”, afirma o professor.
O Centro Acadêmico de Jornalismo convida a todos os estudantes para organizarmos um grande debate sobre aulas semi-presenciais e aulas virtuais. Participe da próxima reunião e ajude a organizar essa atividade.
ATÉ QUE PONTO, DE FATO, NOS COMUNICAMOS?*
por Adriana Feder (editorial do FALAÇÃO 2)
*Este título faz referência a um livro do jornalista Ciro Marcondes Filho no qual ele questiona o processo comunicacional
O que precisamos para ser jornalistas? “Ler jornal todo dia, estar informado sobre tudo, acumular conhecimento”, alguns grisalhos com décadas de profissão vão aconselhar. “Começar a carreira desde cedo, adquirir muita experiência”, outros velhos de estrada gritarão pelos quatro ventos.
Estamos cansados de ouvir isso. Não que não seja importante, mas quando as coisas são colocadas dessa maneira se deixa de lado aquilo que deveria ser o mais básico na nossa profissão: o êxtase pelo ser humano.
É por causa dessa inversão de valores que nós, alunos em pleno curso de comunicação entramos e saímos da faculdade no piloto automático, nos dividimos em “panelinhas” e conversamos todos os dias apenas com o restrito grupo que nos é familiar, assistimos aulas monótonas que não estimulam o debate.
Criticamos na primeira edição as aulas semi-presenciais, mas agora também criticamos as presenciais, pois de nada adianta irmos todos os dias para a faculdade para entramos na sala mudos e sairmos calados como se fossemos uma grande massa uniforme, uma colônia de formigas a ser doutrinada. De vez em quando um levanta a mão, cria uma pequena polêmica aqui e ali, mas aí dá a hora do intervalo e pronto!- estamos livres de ter que pensar. As aulas que não atraem a participação, apenas fornecem o aclamado “acúmulo de conhecimento”: é saber para saber. Isso despolitiza, quebra as formas coletivas e perde o potencial questionador que a juventude tem numa sociedade, ou melhor, faz com que a gente se sinta impotente.
Pagamos para estudar lá, mas isso não significa que a educação tenha que vir em forma de produto enlatado, de mercadoria pronta- não como um processo contínuo de construção coletiva.
Quebrem o gelo! Dialoguem, rompam com a indiferença! Comuniquem-se, de fato. Sempre se extasiem pelo ser humano, ISSO é ser jornalista. Concentrem-se nisso, não em procurar notas que não indicam o tipo de jornalistas que serão. Se ficarmos quatro anos assistindo aulas sem sentido, vamos pegar um diploma sem sentido, ter um emprego sem sentido, e, logo, uma vida sem sentido.
*Este título faz referência a um livro do jornalista Ciro Marcondes Filho no qual ele questiona o processo comunicacional
O que precisamos para ser jornalistas? “Ler jornal todo dia, estar informado sobre tudo, acumular conhecimento”, alguns grisalhos com décadas de profissão vão aconselhar. “Começar a carreira desde cedo, adquirir muita experiência”, outros velhos de estrada gritarão pelos quatro ventos.
Estamos cansados de ouvir isso. Não que não seja importante, mas quando as coisas são colocadas dessa maneira se deixa de lado aquilo que deveria ser o mais básico na nossa profissão: o êxtase pelo ser humano.
É por causa dessa inversão de valores que nós, alunos em pleno curso de comunicação entramos e saímos da faculdade no piloto automático, nos dividimos em “panelinhas” e conversamos todos os dias apenas com o restrito grupo que nos é familiar, assistimos aulas monótonas que não estimulam o debate.
Criticamos na primeira edição as aulas semi-presenciais, mas agora também criticamos as presenciais, pois de nada adianta irmos todos os dias para a faculdade para entramos na sala mudos e sairmos calados como se fossemos uma grande massa uniforme, uma colônia de formigas a ser doutrinada. De vez em quando um levanta a mão, cria uma pequena polêmica aqui e ali, mas aí dá a hora do intervalo e pronto!- estamos livres de ter que pensar. As aulas que não atraem a participação, apenas fornecem o aclamado “acúmulo de conhecimento”: é saber para saber. Isso despolitiza, quebra as formas coletivas e perde o potencial questionador que a juventude tem numa sociedade, ou melhor, faz com que a gente se sinta impotente.
Pagamos para estudar lá, mas isso não significa que a educação tenha que vir em forma de produto enlatado, de mercadoria pronta- não como um processo contínuo de construção coletiva.
Quebrem o gelo! Dialoguem, rompam com a indiferença! Comuniquem-se, de fato. Sempre se extasiem pelo ser humano, ISSO é ser jornalista. Concentrem-se nisso, não em procurar notas que não indicam o tipo de jornalistas que serão. Se ficarmos quatro anos assistindo aulas sem sentido, vamos pegar um diploma sem sentido, ter um emprego sem sentido, e, logo, uma vida sem sentido.
Cobaias da integração
por Catharia Guadalupe e Carlos Ferreira
Integrar os conteúdos transmitidos em sala, realizar uma redação multidisciplinar nos bancos acadêmicos e unir o que as matérias reparam, por sua natureza segmentada. Esses são os principais intuitos do novo sistema de módulos implantado no curso de jornalismo da Universidade Metodista. Uma boa idéia, porém, é algo que não tem se concretizado.
Essa deficiência no sistema de modulação se deve a diversos fatores. O principal deles é a falta de planejamento e organização da coordenação do curso, com relação à estrutura do corpo docente e de sua forma de trabalho e comunicação. Partindo do pressuposto que para se ter um conteúdo integrado deve-se ter um corpo docente na mesma situação, a instituição deixa uma lacuna no início do processo.
Para a realização dos planos de ensino dos módulos, foram convocadas reuniões, onde os professores colocaram suas idéias e estruturaram a nova grade curricular do curso. Mas a manutenção desse processo de implantação de um novo sistema de ensino não foi pensada pela universidade.
Algo que se mostra necessário à integração dos professores, e consequentemente ao conteúdo ministrado em sala, são as discussões entres os docentes sobre a reação dos alunos a cada atividade aplicada.
A professora Marli dos Santos, que ministra as aulas de gêneros jornalísticos, reportagem especial e orienta projetos de TCC na universidade, confirma essa necessidade de comunicação “Quando vi o projeto pela primeira vez fiquei entusiasmada, mas para ele funcionar é necessária uma dedicação maior e também mais tempo, pois existe mais trabalho. Ter que adequar três temáticas distintas e articular os conteúdos com suas peculiaridades em dias diferentes da semana é um desafio”, conta.
Essas reuniões não foram organizadas pela coordenação e para isso existe uma possível explicação. Todos os professores da universidade são horistas, ou seja, recebem por hora-aula ministradas, e não são pagos pelas reuniões extras. Isso significa que deixar um horário reservado para reuniões pedagógicas, como ocorre nas instituições de ensino fundamental, significaria um prejuízo a Universidade, pois o professor recebe sem estar em aula.
As dificuldades encontradas pelos professores na adaptação do processo são percebidas pelos alunos do curso. Para Lilian Sanches, aluna de jornalismo da turma 'Manhã 2' , a integração ainda é algo que pode vir a ser alcançado.
“Todas as apresentações e explicações que foram feitas demonstraram que as temáticas dentro do módulo deveriam interagir de uma forma estruturada e coesa. Mas os professores ainda não estão conseguindo ministrar as ‘temáticas’ de acordo com a estrutura proposta. O que eu vejo, no máximo, são professores dando os mesmos conteúdos em um mesmo espaço de tempo”, diz Lílian.
Estruturar um novo currículo com intenção de melhorar o ensino superior é algo a ser levado em conta, mas os alunos não devem ser tratados como cobaias por conta da falta de organização da universidade. Se a instituição se propôs a integrar os conteúdos deve cumpri-lo, independentemente do que isso acarrete em termos financeiros e administrativos.
Integrar os conteúdos transmitidos em sala, realizar uma redação multidisciplinar nos bancos acadêmicos e unir o que as matérias reparam, por sua natureza segmentada. Esses são os principais intuitos do novo sistema de módulos implantado no curso de jornalismo da Universidade Metodista. Uma boa idéia, porém, é algo que não tem se concretizado.
Essa deficiência no sistema de modulação se deve a diversos fatores. O principal deles é a falta de planejamento e organização da coordenação do curso, com relação à estrutura do corpo docente e de sua forma de trabalho e comunicação. Partindo do pressuposto que para se ter um conteúdo integrado deve-se ter um corpo docente na mesma situação, a instituição deixa uma lacuna no início do processo.
Para a realização dos planos de ensino dos módulos, foram convocadas reuniões, onde os professores colocaram suas idéias e estruturaram a nova grade curricular do curso. Mas a manutenção desse processo de implantação de um novo sistema de ensino não foi pensada pela universidade.
Algo que se mostra necessário à integração dos professores, e consequentemente ao conteúdo ministrado em sala, são as discussões entres os docentes sobre a reação dos alunos a cada atividade aplicada.
A professora Marli dos Santos, que ministra as aulas de gêneros jornalísticos, reportagem especial e orienta projetos de TCC na universidade, confirma essa necessidade de comunicação “Quando vi o projeto pela primeira vez fiquei entusiasmada, mas para ele funcionar é necessária uma dedicação maior e também mais tempo, pois existe mais trabalho. Ter que adequar três temáticas distintas e articular os conteúdos com suas peculiaridades em dias diferentes da semana é um desafio”, conta.
Essas reuniões não foram organizadas pela coordenação e para isso existe uma possível explicação. Todos os professores da universidade são horistas, ou seja, recebem por hora-aula ministradas, e não são pagos pelas reuniões extras. Isso significa que deixar um horário reservado para reuniões pedagógicas, como ocorre nas instituições de ensino fundamental, significaria um prejuízo a Universidade, pois o professor recebe sem estar em aula.
As dificuldades encontradas pelos professores na adaptação do processo são percebidas pelos alunos do curso. Para Lilian Sanches, aluna de jornalismo da turma 'Manhã 2' , a integração ainda é algo que pode vir a ser alcançado.
“Todas as apresentações e explicações que foram feitas demonstraram que as temáticas dentro do módulo deveriam interagir de uma forma estruturada e coesa. Mas os professores ainda não estão conseguindo ministrar as ‘temáticas’ de acordo com a estrutura proposta. O que eu vejo, no máximo, são professores dando os mesmos conteúdos em um mesmo espaço de tempo”, diz Lílian.
Estruturar um novo currículo com intenção de melhorar o ensino superior é algo a ser levado em conta, mas os alunos não devem ser tratados como cobaias por conta da falta de organização da universidade. Se a instituição se propôs a integrar os conteúdos deve cumpri-lo, independentemente do que isso acarrete em termos financeiros e administrativos.
Sarau e Cine-clube na Metodista

por Thais Fascina
O ambiente é ótimo, à luz baixa e ao ar livre. Assim acontecem os saraus que o C.A de Filosofia promove na Universidade Metodista. Nos bancos em frente ao edifício Beta eles sentam-se e declamam poesias, lêem contos e tudo isso ao som de um violão, tão suave que por vezes me pareceu fazer parte da cena que eu imaginava na minha cabeça.
Os encontros acontecem a cada 15 dias, sempre na sexta-feira, das 18h às 19h30. O próximo será no dia 03/04. Qualquer estudante, de qualquer curso será bem-vindo nos saraus e também nos cineclubes, esses acontecem a cada 15 dias aos sábados, a partir das 15h.
A cultura, a conversa, o debate e a troca de idéias que surgem nessas ocasiões são importantes para qualquer pessoa. Lembro-me de uma das pessoas que estavam no último sarau. Ele fez com que a música de Zeca Baleiro, “Você só pensa em grana”, parecesse uma poesia. “Poeta bom, meu bem! Poeta morto!”.
Os encontros acontecem a cada 15 dias, sempre na sexta-feira, das 18h às 19h30. O próximo será no dia 03/04. Qualquer estudante, de qualquer curso será bem-vindo nos saraus e também nos cineclubes, esses acontecem a cada 15 dias aos sábados, a partir das 15h.
A cultura, a conversa, o debate e a troca de idéias que surgem nessas ocasiões são importantes para qualquer pessoa. Lembro-me de uma das pessoas que estavam no último sarau. Ele fez com que a música de Zeca Baleiro, “Você só pensa em grana”, parecesse uma poesia. “Poeta bom, meu bem! Poeta morto!”.
segunda-feira, 2 de março de 2009
FALAÇÃO 2
Participe da construção do Jornal dos Estudantes.
O FALAÇÃO, jornal impulsionado pelo Centro Acadêmico de Jornalismo, tem como proposta romper com todo o silêncio e fragmentação do dia-a-dia. Um veículo feito por todos os estudantes da Metodista, organizado e discutido em reuniões abertas. Tivemos na edição número 1, por exemplo, um texto que criticava as aulas semi-presenciais. Se nós estivermos organizados, poderemos pensar que cada questão específica pode se revelar como parte de um processo geral que atinge a universidade e que precisa ser questionado, criticado e modificado.
Coloque sua voz na 2 edição do FALAÇÃO ou contribua dando sua sugestão de pauta.
Reunião ABERTA
Dia 12.3 às 10h50 e às 20h50
Local: sala do CAJOR (Delta 125)
O FALAÇÃO, jornal impulsionado pelo Centro Acadêmico de Jornalismo, tem como proposta romper com todo o silêncio e fragmentação do dia-a-dia. Um veículo feito por todos os estudantes da Metodista, organizado e discutido em reuniões abertas. Tivemos na edição número 1, por exemplo, um texto que criticava as aulas semi-presenciais. Se nós estivermos organizados, poderemos pensar que cada questão específica pode se revelar como parte de um processo geral que atinge a universidade e que precisa ser questionado, criticado e modificado.
Coloque sua voz na 2 edição do FALAÇÃO ou contribua dando sua sugestão de pauta.
Reunião ABERTA
Dia 12.3 às 10h50 e às 20h50
Local: sala do CAJOR (Delta 125)
domingo, 1 de março de 2009
É hora de dizer NÃO!
Publicado na edição número 1 do boletim FALAÇÃO
No fim do ano passado, diversos protestos estudantis ocorreram na Europa. Entre eles, o da Grécia obteve maio destaque devido à morte de morte um estudante. Em todos os casos, há uma tentativa de se opor à precarização do ensino imposta pelos governos através de “reformas” educacionais, leis ou decretos.
Na Itália, mais de 150 escolas foram ocupadas e chegou-se a realizar uma marcha com cerca de 1 milhão de estudantes contra a “reforma Gelmini” que demitiria 87 mil professores e 44 mil funcionários, aumentando o número de estudantes por sala e diminuindo a carga horária letiva.
Já na Grécia, após o assassinato do jovem Alexis Grigoropoulos por um policial durante um protesto estudantil, o país foi tomado por uma onda de novos protestos diários que denunciavam o governo tanto por esta atitude repressiva, quanto pelos escândalos de corrupção que estavam sendo noticiados.
Corrupção, reforma educacional e repressão são fatos que também atingiram e continuam a atingir o Brasil. Em 2007, o governo Lula implantou uma reforma educacional (conhecida como REUNI) nas universidades federais que aumentava o número de estudantes por sala. No mesmo ano, o governo estadual de SP criou decretos que proibiam a contratação de professores ou funcionários nas três universidades públicas.
Muitos estudantes fizeram protestos, saindo às ruas, e ocupando as reitorias de suas universidades. Porém, a única resposta que os governos souberam dar à aquela movimentação foi a utilização da tropa de choque que entrava na universidades, e que, portanto, demonstrava que a única resposta possível dada pelo governo seria a repressão.
No ano passado, a corrupção reapareceu nacionalmente com o uso do cartão corporativo. Não só políticos, mas também reitores de universidades (como a UnB e a Unifesp) renunciaram de seu cargo devido aos escândalos de corrupção. O caso mais famoso foi o de Thimothy Mulholland( então reitor da UnB) que havia utilizado o dinheiro público para comprar um apartamento de 500 mil reais, objetos de luxo e, até, viagens para Disney. Mais tarde, soube também que ele controlava uma conta bancária de dinheiro desviado das fundações que auxiliavam as pesquisas da universidade.
Ainda em 2008, aqui na Metodista, estudantes de filosofia, ao protestarem contra o barulho que o comício do PT causava e a politicagem dentro da universidade, foram agredidos por militantes deste partido. A universidade não se pronunciou no sentido de defender os estudantes. Pelo contrário, censurou as imagens que tinha da agressão e abafou o caso - não noticiando, por exemplo, agressão em seus veículos internos (como o jornal Rudge Ramos).
É hora de dizer NÃO!
Avança a destruição do ensino (em SP, prefeitura e governo anunciam a implementação do ensino a distância nas escolas e universidades públicas), degradam-se as condições de trabalho, as demissões se aceleram, crescem o desemprego e a pobreza por conta da crise mundial, e as manifestações são respondidas com punições e repressão.
Mais do que nunca, neste ano, nós, estudantes, precisamos nos organizar exigindo nossa liberdade de manifestação e defendendo nosso ensino, nosso emprego e nosso futuro!
Por Murillo Diniz, estudante de jornalismo; e Marco Aurélio, estudante de filosofia
No fim do ano passado, diversos protestos estudantis ocorreram na Europa. Entre eles, o da Grécia obteve maio destaque devido à morte de morte um estudante. Em todos os casos, há uma tentativa de se opor à precarização do ensino imposta pelos governos através de “reformas” educacionais, leis ou decretos.
Na Itália, mais de 150 escolas foram ocupadas e chegou-se a realizar uma marcha com cerca de 1 milhão de estudantes contra a “reforma Gelmini” que demitiria 87 mil professores e 44 mil funcionários, aumentando o número de estudantes por sala e diminuindo a carga horária letiva.
Já na Grécia, após o assassinato do jovem Alexis Grigoropoulos por um policial durante um protesto estudantil, o país foi tomado por uma onda de novos protestos diários que denunciavam o governo tanto por esta atitude repressiva, quanto pelos escândalos de corrupção que estavam sendo noticiados.
Corrupção, reforma educacional e repressão são fatos que também atingiram e continuam a atingir o Brasil. Em 2007, o governo Lula implantou uma reforma educacional (conhecida como REUNI) nas universidades federais que aumentava o número de estudantes por sala. No mesmo ano, o governo estadual de SP criou decretos que proibiam a contratação de professores ou funcionários nas três universidades públicas.
Muitos estudantes fizeram protestos, saindo às ruas, e ocupando as reitorias de suas universidades. Porém, a única resposta que os governos souberam dar à aquela movimentação foi a utilização da tropa de choque que entrava na universidades, e que, portanto, demonstrava que a única resposta possível dada pelo governo seria a repressão.
No ano passado, a corrupção reapareceu nacionalmente com o uso do cartão corporativo. Não só políticos, mas também reitores de universidades (como a UnB e a Unifesp) renunciaram de seu cargo devido aos escândalos de corrupção. O caso mais famoso foi o de Thimothy Mulholland( então reitor da UnB) que havia utilizado o dinheiro público para comprar um apartamento de 500 mil reais, objetos de luxo e, até, viagens para Disney. Mais tarde, soube também que ele controlava uma conta bancária de dinheiro desviado das fundações que auxiliavam as pesquisas da universidade.
Ainda em 2008, aqui na Metodista, estudantes de filosofia, ao protestarem contra o barulho que o comício do PT causava e a politicagem dentro da universidade, foram agredidos por militantes deste partido. A universidade não se pronunciou no sentido de defender os estudantes. Pelo contrário, censurou as imagens que tinha da agressão e abafou o caso - não noticiando, por exemplo, agressão em seus veículos internos (como o jornal Rudge Ramos).
É hora de dizer NÃO!
Avança a destruição do ensino (em SP, prefeitura e governo anunciam a implementação do ensino a distância nas escolas e universidades públicas), degradam-se as condições de trabalho, as demissões se aceleram, crescem o desemprego e a pobreza por conta da crise mundial, e as manifestações são respondidas com punições e repressão.
Mais do que nunca, neste ano, nós, estudantes, precisamos nos organizar exigindo nossa liberdade de manifestação e defendendo nosso ensino, nosso emprego e nosso futuro!
Por Murillo Diniz, estudante de jornalismo; e Marco Aurélio, estudante de filosofia
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Aulas semipresenciais: “modernidade” ou destruição do ensino?
BRUNNA SOARES
IZABEL MÉO
Desde 2005, a Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) tem em alguns de seus cursos presenciais, como o de Jornalismo, disciplinas semipresenciais. Determinadas matérias da grade curricular são desenvolvidas da seguinte maneira: uma semana em sala de aula e outra por meio da internet, na qual os professores normalmente disponibilizam textos ou links e, em alguns casos, algum exercício para ser entregue também pela internet.
Apresentada pela instituição como uma “modernidade”, essa modalidade educacional causa uma individualização do ensino e dos estudantes.
O professor Herom Vargas, responsável por dar algumas dessas aulas no curso de jornalismo, acredita que a qualidade do ensino independe da forma como ele se dá – pela internet ou em sala -, mas concorda quando se fala da perda de debates. “A discussão se perde um pouco. O fórum é a alternativa, mas, mesmo assim, há uma demora para o aluno fazer a questão e o mesmo para o professor responder”, pondera Herom.
Segundo Igor Reis, estudante do 5° semestre de jornalismo, a aula presencial permite uma absorção muito maior de informações. “Na sala de aula, o conteúdo não é limitado, pois surgem dúvidas diversas, o que enriquece a exposição do professor.”, afirma.
Apesar da insatisfação de estudantes e dos reconhecidos problemas da aula à distância, não há uma reivindicação por parte dos alunos, menos ainda do corpo docente, que recebe por ensinar dessa maneira. Enquanto isso, a universidade continua a implementar seu próprio projeto de ensino.
“A perspectiva é que em todas as matrizes de projetos pedagógicos se possam utilizar a tecnologia como um diferencial de qualidade e gestão do conhecimento no processo de ensino aprendizagem”, afirma a Pró-Reitora de Graduação, Vera Lúcia Stivaletti.
De acordo com a Pró-Reitora, não há nenhuma diferença no pagamento ao professor por uma aula presencial ou semipresencial. Mas a própria não utilização da sala já reduz os custos da universidade com o segundo caso.
No ritmo de uma tendência mundial, o Ministério da Educação autoriza a deterioração do ensino, permitindo que até 20% da carga horária total do curso seja preenchida com essa alternativa.
IZABEL MÉO
Desde 2005, a Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) tem em alguns de seus cursos presenciais, como o de Jornalismo, disciplinas semipresenciais. Determinadas matérias da grade curricular são desenvolvidas da seguinte maneira: uma semana em sala de aula e outra por meio da internet, na qual os professores normalmente disponibilizam textos ou links e, em alguns casos, algum exercício para ser entregue também pela internet.
Apresentada pela instituição como uma “modernidade”, essa modalidade educacional causa uma individualização do ensino e dos estudantes.
O professor Herom Vargas, responsável por dar algumas dessas aulas no curso de jornalismo, acredita que a qualidade do ensino independe da forma como ele se dá – pela internet ou em sala -, mas concorda quando se fala da perda de debates. “A discussão se perde um pouco. O fórum é a alternativa, mas, mesmo assim, há uma demora para o aluno fazer a questão e o mesmo para o professor responder”, pondera Herom.
Segundo Igor Reis, estudante do 5° semestre de jornalismo, a aula presencial permite uma absorção muito maior de informações. “Na sala de aula, o conteúdo não é limitado, pois surgem dúvidas diversas, o que enriquece a exposição do professor.”, afirma.
Apesar da insatisfação de estudantes e dos reconhecidos problemas da aula à distância, não há uma reivindicação por parte dos alunos, menos ainda do corpo docente, que recebe por ensinar dessa maneira. Enquanto isso, a universidade continua a implementar seu próprio projeto de ensino.
“A perspectiva é que em todas as matrizes de projetos pedagógicos se possam utilizar a tecnologia como um diferencial de qualidade e gestão do conhecimento no processo de ensino aprendizagem”, afirma a Pró-Reitora de Graduação, Vera Lúcia Stivaletti.
De acordo com a Pró-Reitora, não há nenhuma diferença no pagamento ao professor por uma aula presencial ou semipresencial. Mas a própria não utilização da sala já reduz os custos da universidade com o segundo caso.
No ritmo de uma tendência mundial, o Ministério da Educação autoriza a deterioração do ensino, permitindo que até 20% da carga horária total do curso seja preenchida com essa alternativa.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Recepção dos Bixos
O Centro Acadêmico de Jornalismo se apresenta e dá as boas vindas aos alunos!!No dia 9 de fevereiro, seu primeiro dia de aula , o grupo Coro de Carcarás fará uma intervenção cultural na praça central da Metodista para dar início as atividades do C.A em 2009. Horário das apresentações:Manhã: 9hNoite: 21h
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Programa da chapa Território Livre
São inúmeros os problemas encontrados em nosso curso e em nossa universidade. Porém, sem uma organização estudantil, apenas entramos e saímos das salas de aula nos deparando com estes problemas e acreditando serem fatos isolados e sem nenhuma ligação.
Por outro lado, se os estudantes estiverem organizados, poderão pensar que cada questão específica se revela como parte de um processo geral que atinge a universidade e que precisa ser questionado, criticado e modificado.
Assim como os diversos problemas encontrados na cidade e enfrentados pela população, a universidade pode ser analisada através de dois pólos em conflito: RUÍNAS e SHOPPING.
Condições precárias de ensino e trabalho. Falta de crítica no conteúdo do curso, aulas a distância transformadas em meras mensagens eletrônicas. Estágios mal remunerados.RUÍNAS.
Da inexistência de espaços de debates dentro e fora das salas de aula à inexistência de espaços em que possamos utilizar nosso conhecimento em uma produção crítica e contestadora. SHOPPING.
Para além de um curso influenciado por interesses privados, de uma universidade aparecendo apenas como uma fábrica de diplomas, podemos pensar a universidade através de seu projeto de fundação: funcionar como um território livre para produção de conhecimento a fim de se pensar um futuro de nosso país.
O que fazer?
É preciso que os estudantes se organizem. Construir um conteúdo crítico e um programa político para propor ações. Construir um Centro Acadêmico que sirva como um pólo embrionário dessa organização. O primeiro passo para dar voz aos estudantes, a maioria na universidade.
Como resposta a essas condições, propomos:
Reuniões do C.A.
No mínimo a cada 15 dias. Abertas e democráticas!
Atividades político-culturais!
Discussão-experimentação-ação de toda a potencialidade negativa da não-produção e do esvaziamento.
DEBATES – OFICINAS - FILMES – TEATRO – POESIA – MÚSICA – SARAUS!
Recepção aos calouros
Atividades com o objetivo de mostrar ao novo aluno uma concepção diferente da que é mostrada pela faculdade ou da que ele mesmo tem antes de começar o curso.
Jornal dos Estudantes
Para dar voz aos estudantes, romper com todo o silêncio e fragmentação, feito por todos os estudantes, organizado e discutido em reuniões abertas.
VOTE
TERRITÓRIO LIVRE
C.A. JORNALISMO 2009
Por outro lado, se os estudantes estiverem organizados, poderão pensar que cada questão específica se revela como parte de um processo geral que atinge a universidade e que precisa ser questionado, criticado e modificado.
Assim como os diversos problemas encontrados na cidade e enfrentados pela população, a universidade pode ser analisada através de dois pólos em conflito: RUÍNAS e SHOPPING.
Condições precárias de ensino e trabalho. Falta de crítica no conteúdo do curso, aulas a distância transformadas em meras mensagens eletrônicas. Estágios mal remunerados.RUÍNAS.
Da inexistência de espaços de debates dentro e fora das salas de aula à inexistência de espaços em que possamos utilizar nosso conhecimento em uma produção crítica e contestadora. SHOPPING.
Para além de um curso influenciado por interesses privados, de uma universidade aparecendo apenas como uma fábrica de diplomas, podemos pensar a universidade através de seu projeto de fundação: funcionar como um território livre para produção de conhecimento a fim de se pensar um futuro de nosso país.
O que fazer?
É preciso que os estudantes se organizem. Construir um conteúdo crítico e um programa político para propor ações. Construir um Centro Acadêmico que sirva como um pólo embrionário dessa organização. O primeiro passo para dar voz aos estudantes, a maioria na universidade.
Como resposta a essas condições, propomos:
Reuniões do C.A.
No mínimo a cada 15 dias. Abertas e democráticas!
Atividades político-culturais!
Discussão-experimentação-ação de toda a potencialidade negativa da não-produção e do esvaziamento.
DEBATES – OFICINAS - FILMES – TEATRO – POESIA – MÚSICA – SARAUS!
Recepção aos calouros
Atividades com o objetivo de mostrar ao novo aluno uma concepção diferente da que é mostrada pela faculdade ou da que ele mesmo tem antes de começar o curso.
Jornal dos Estudantes
Para dar voz aos estudantes, romper com todo o silêncio e fragmentação, feito por todos os estudantes, organizado e discutido em reuniões abertas.
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