quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Haddad defende curso de jornalismo de dois anos para graduados em outras áreas

fonte O Globo

Demétrio Weber

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, quer que profissionais com diploma de nível superior em outras áreas possam fazer o curso de jornalismo em dois anos, o equivalente à metade da duração atual. Nos próximos dias, ele nomeará uma comissão de especialistas para rever as diretrizes curriculares nacionais que orientam o currículo das faculdades de jornalismo.

Haddad falou nesta quarta-feira sobre o assunto ao dar posse à nova secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci. Ele afirmou que o jornalismo é uma das quatro áreas que estão na mira do Ministério da Educação por terem "conexão direta com a questão democrática". As outras são medicina, direito e pedagogia.

No caso das faculdades de jornalismo, porém, o MEC não pretende cortar novas vagas em cursos de baixa qualidade, como vêm fazendo no direito, na medicina e na pedagogia. O ministro enfatizou que a intenção de mexer nas diretrizes curriculares independe da discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Ele disse que a preocupação é com a qualidade da formação profissional:

- Em países onde não há obrigatoriedade de diplomas, há boas escolas de jornalismo.
A legislação brasileira exige que os jornalistas sejam formados na área, mas uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, acabou com a exigência. O julgamento de mérito, em plenário, deverá ocorrer ainda este ano.

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, é favorável à iniciativa do MEC, mas com uma condição: a recíproca deve ser verdadeira. Ou seja, jornalistas que queiram graduar-se em economia ou ciência política, por exemplo, também seriam beneficiados pelo aproveitamento de disciplinas e a menor duração do curso:

- Se a regra for só para jornalismo, a proposta terá a nossa oposição. Seremos radicalmente contra. O jornalismo não é profissão inferior. Por que eu não poderia fazer economia, história da mesma forma?

A nova secretária Maria Paula informou que a decisão de alterar as diretrizes curriculares cabe ao Conselho Nacional de Educação e ao MEC.

sábado, 19 de setembro de 2009

Anúncio antigo


Com fim do diploma, curso promete formar jornalista em 45 horas

publicado no site Comunique-se

Sérgio Matsura, do Rio de Janeiro

“Diploma não é necessário. Para trabalhar como Jornalista, faça um curso rápido”. É dessa maneira que a empresa Cursos 24 Horas anuncia treinamento para pessoas interessadas em trabalhar com jornalismo na Internet. Com custo de R$ 40 e duração de 45 horas, o curso promete formar “um Cyber Repórter de sucesso”.

“A queda da obrigatoriedade do diploma continua incentivando o surgimento de maus profissionais. Depois dos concursos sem exigência do diploma, agora há um site na internet oferecendo um curso completo de jornalismo online em apenas 45 horas, ou seja, menos de dois dias corridos. Um verdadeiro curso caça-níqueis”, manifestou o Sindicato dos Jornalistas do Ceará em seu site.

O supervisor de atendimento da empresa, Luiz Henrique Campos, defende o curso, afirmando que os alunos formados “têm todas as condições para trabalhar com jornalismo online”.
Campos explica que a duração de 45 horas é apenas uma estimativa, que varia de acordo com o interesse do aluno. Diz ainda que existe um professor disponível para tirar todas as dúvidas e ressalta a facilidade do curso totalmente online, que pode ser feito em qualquer horário, de qualquer lugar.

Sobre a qualidade, afirma que o curso existe desde 2003 e existem ex-alunos trabalhando na área. "Principalmente agora que não precisa mais do diploma”.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Carta dos estudantes organizados por meio do CAJOR*

*Vou ler uma carta escrita e aprovada por estudantes de jornalismo que, depois da notícia da não obrigatoriedade, se incomodaram e sentiram a necessidade de se organizar e pensar as possibilidades de futuro diante das nossas novas condições.

(texto utilizado no debate sobre a questão do diploma de jornalismo)

Com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, muitos estudantes ficaram desanimados e com bastante receio em relação ao futuro da profissão.

Alguns chegaram a mudar ou até desistir do curso. E o motivo principal tem sido a possibilidade de uma situação ainda pior no mercado de trabalho. Abre-se o caminho para que, talvez, daqui a um tempo, cursos técnicos - como de redação – sejam mais procurados do que o curso superior de jornalismo, o que servirá apenas para incentivar e aumentar a mão-de-obra barata e especializada. Seria, inclusive, o fim definitivo de qualquer conteúdo crítico que a universidade ainda possibilita, conteúdo que é tão importante na formação de um bom jornalista.

Além do mercado de trabalho, há outro ponto fundamental sentido no nosso dia-a-dia, que é a qualidade do curso. Porque a queda do diploma é apenas mais um dos problemas que o estudante de jornalismo enfrenta.

Aqui, na Metodista, diariamente estudantes assistem às aulas em salas lotadas. À noite, alguns chegam a acompanhar sentados no chão ou divididos em três ou quatro pessoas por computador. Na hora de ir gravar, faltam equipamentos e preparo para a utilização, pois não temos uma aula de como manusear uma câmera ou um tripé, por exemplo. Falta até um simples gravador pra fazer uma entrevista. Como aprender, praticar e obter uma boa formação sob essas condições?

Ao invés de investir em infraestrutura física e logística – como melhor utilização e construção de novas salas de aula e prédios -, a universidade inova implementando o ensino a distância dentro dos cursos, até então presenciais. Dessa forma, o aluno não sentirá falta de uma cadeira, de uma sala de aula, prédio e, até mesmo, da própria universidade. Agora, ele acompanha a “aula” através do computador de sua casa, quando acompanha.

E a gente se pergunta: não estaria a Metodista criando um problema ainda maior nos cursos?

Neste ano, vimos mais uma tentativa de aumentar o ensino à distância no jornalismo. Surgiram as disciplinas virtuais, junto ao novo sistema de módulos. O ensino a distância, que antes era quinzenal, passou a ser semanal.

Porém, graças à mobilização dos estudantes no primeiro semestre, com a construção de um grande debate sobre o assunto e um protesto reivindicando o fim das aulas virtuais, a universidade reconheceu a insatisfação e, neste semestre, os estudantes de jornalismo voltaram a ter aulas apenas semipresenciais.

Os estudantes organizados por meio do Centro Acadêmico puderam defender o curso e impedir o avanço do ensino à distância.

Vocês devem se perguntar: por que falar do ensino a distância num debate sobre o diploma? Bom, fazemos questão de ressaltar a luta contra o ensino à distância porque ela está totalmente atrelada à luta em defesa do diploma. Afinal, qual é a validade de um diploma quando o curso que ele representa é precário?

De um lado, vemos a grande mídia interessada em acabar com a obrigatoriedade do diploma para poder rebaixar os salários livremente. Por outro lado, vemos universidades defendendo o diploma simplesmente com a preocupação de que os alunos não larguem a graduação.

A Metodista se propõe a organizar um debate sobre a queda do diploma, mas não realiza discussões sobre a qualidade do curso. Quando organizamos o debate sobre as aulas virtuais no primeiro semestre, não tivemos nenhum apoio da faculdade. Muito pelo contrário. Não pudemos divulgar através do setor de comunicação. Os cartazes que divulgavam o debate eram constantemente arrancados das paredes. As aulas não foram liberadas. Soubemos que professores, por mais que apoiassem a iniciativa, foram orientados a não liberar os alunos e muito menos participar do debate.

Então quando lutamos contra as aulas virtuais, estamos defendendo o curso. Nós sim estamos defendendo a qualidade do diploma.
Agora, que certamente não vamos contar mais com o uso desse diploma para conseguir uma vaga de emprego, temos mais do que nunca que pensar e criticar a qualidade da nossa formação.

Não podemos mais aceitar os problemas que impedem uma boa formação. Chega de salas de aula lotadas, falta de equipamentos técnicos e maus professores!

A realização deste debate é positiva, pois somente por meio do debate crítico, da proposição de ações e da organização dos estudantes, poderemos defender nosso curso e lutar por um futuro digno.

O primeiro semestre mostrou que isso é possível. É isso o que precisamos fazer.

A atual gestão do Centro Acadêmico convida os estudantes de jornalismo para a construção da quinta edição do jornal FALAÇÃO, que é aberto à participação de todos.

A reunião será nessa quinta-feira em dois horários: às 11h da manhã e às 9h da noite na sala do C.A.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Debate sobre o diploma

Em 15 de setembro (terça-feira), teremos um debate sobre a questão da nova lei que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Está sendo organizado pela própria faculdade, mas com nosso apoio e inclusive nossa participação na mesa, como representante dos estudantes. Serão dois debates: um de manhã e outro à noite.

Na mesa da manhã, estarão presentes: presidente do sindicato dos jornalistas, editora-chefe do SBT (a confirmar) e estudante, com mediação do prof. Júlio.
À noite: presidente do sindicato, a jornalista Ana Stella (diretora de trainee da FSP), estudante e talvez um deputado de Pernambuco. Mediação da profª Margarete.

O Centro Acadêmico já fez uma reunião ontem (quinta-feira 10/09) com outros cerca de 20 alunos, sendo a maioria representantes de sala, para discutir como o estudante deve se posicionar no debate. Definimos alguns tópicos que terão como foco a defesa pelo curso em si, que é representado pelo diploma.

Ainda vamos fechar um texto que será lido no debate por esses dois estudantes. O texto será aprovado na próxima segunda-feira (14/09) em reuniões ABERTAS a todos os alunos de jornalismo, de manhã (às 11h) e à noite (às 21h), na sala do C.A. (Delta-125).

A ideia é que todos os alunos decidam juntos o que será colocado no debate, e não só CAJOR (C.A. de Jornalismo) e representantes.

Participem!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Reunião entre estudantes e a coordenação do curso

Na próxima terça-feira, haverá 2 reuniões para organizar um debate no curso sobre o fim da exigência do diploma de jornalismo. Os horários são: 11h e 19h. Estão sendo convocados para a reunião os representante de sala e o CAJOR. A indicação é de que o debate ocorra no dia 15 deste mês.

Hoje, na reunião do CAJOR, discutiremos mais sobre o assunto. Participe!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fim da exigência do diploma faz Facamp fechar curso de jornalismo

A Facamp (Faculdades de Campinas) decidiu acabar com o curso de jornalismo. A instituição não abriu novas vagas para a carreira no vestibular 2010.

As turmas atuais serão mantidas até a diplomação. Há cerca de 75 alunos de jornalismo na Facamp -quem entrou no início deste ano se formará em 2012.

A faculdade atribuiu a extinção do curso à decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo. A sentença do STF é de junho.

Em comunicado aos alunos, a instituição sinalizou que criará um curso de pós-graduação em jornalismo.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo0109200906.htm

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Debate sobre exigência do diploma no Sindicato dos Jornalistas

DEBATE COM O SENADOR INÁCIO ARRUDA

(Relator da PEC que RESTITUI A EXIGÊNCIA DO DIPLOMA DE JORNALISMO
PARA O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO)

SÁBADO, 29 DE AGOSTO DE 2009, A PARTIR DAS 10h00

ENTRADA GRATUITA

Auditório Vladimir Herzog (sede do Sindicato dos Jornalistas)
Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República)

NÃO PRECISA DE INSCRIÇÃO. É SÓ COMPARECER!
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

Histórico:

Inácio Arruda (PCdoB-CE), que é relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33/09 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), diz que a proposta de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-CE) “vai reparar uma decisão absolutamente equivocada do Supremo Tribunal Federal ao decidir que para produzir e transmitir a informação não se precisa de um profissional adequadamente formado, preparado para conduzir o processo de transporte das informações para o povo brasileiro”.

“Derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão foi uma decisão absurda do ministro Gilmar Mendes, que deixou claro em seu voto que só cabe auto-regulamentação da profissão, mas feita pelos patrões. O resultado só favorece o monopólio dos meios de comunicação”, diz Guto Camargo, presidente do Sindicato.

O debate é aberto a profissionais, estudantes e professores. Compareça!

É hora de luta pela categoria.


Serviço

Debate com o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Dia 29/8, às 10h, entrada gratuita
Sindicato dos Jornalistas
Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Vila Buarque
Tel.: (11) 3256-7191

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Próxima reunião ABERTA

27/08 - 11H e 21H

na sala Delta-125

Pauta
Fim das aulas virtuais no 1º ano
FALAÇÃO
Uso da sala

Apareçam!

domingo, 23 de agosto de 2009

A - Geléia Geral - Brasileira



É a mesma dança na sala
No Canecão, na TV
E quem não dança não fala
Assiste a tudo e se cala


Tropicália, bananas ao vento

Ê bumba iê iê iê
É a mesma dança, meu boi



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O mal-estar na Universidade

por Olgária Mattos

A militarização do campus universitário da USP e a solução de conflitos através da força atestam o “esquecimento da política”, substituída pela ideologia da competência, entendida segundo o modelo da gestão empresarial, com seu culto da eficiência e otimização de resultados. Também a proposta mais recente da reforma da carreira docente e do projeto da implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), respondem, cada qual à sua maneira, à “produtividade”, os acréscimos salariais dos professores subordinando-se ao número de publicações e a seu estatuto— se livro, capítulo de livro, ensaio em revistas, se estas se ajustam ao “selo de qualidade” das agências de financiamento; número de congressos; soma de palestras; orientações de teses e dissertações e, sobretudo, se estas obedecem ao prazo preconizado, tanto mais exíguos quanto mais os estudantes chegam à Universidade desprovidos de pré-requisitos à pesquisa,como um conhecimento adequado do português para fins de leitura e escrita universitária, (guardadas as exceções de praxe), bem como acesso a línguas estrangeiras. De fato, a Universidade se adapta às circunstâncias do ensino médio, e o mestrado pretende contornar as deficiências da formação no ensino médio (e fundamental também), que incidem nos anos de graduação, convertida em extensão do segundo grau.

Professores e estudantes cedem precocemente a publicações, sem que haja nelas nada de relevante, e, ao mesmo tempo, devem freqüentar cursos ou prepará-los, realizar trabalhos correspondentes, desenvolver suas teses - uma vez que a quantidade consagra pontuações para futuras bolsas de iniciação científica ou aprovação de auxílios acadêmicos. Quanto aos docentes, estes se ocupam cada vez mais com tarefas de secretaria, como preenchimento de planilhas, elaboração de relatórios, propostas de inovação em cursos não obstante ainda em vias de implantação, acompanhamento de iniciação científica, organização desses congressos, participação em atividades de iniciativa discente, preenchimento de pareceres on line de um número crescente de bolsistas, e por aí vai. No que diz respeito ao ensino à distância, ele não responde à democratização da Universidade mas a sua massificação.

O abandono da Universidade Cultural e sua substituição pela “Universidade da Excelência” ou do “Conhecimento” dizem respeito à dissolução do papel filosófico e existencial da cultura. Constrangido à pressa e ao atarefamento diário, o ócio necessário à reflexão e à pesquisa é proscrito como inatividade, os improdutivos comprometendo o princípio de rendimento geral. Este encontra-se na base da transformação do intelectual em especialista e da docência como vocação em docência como profissão. O saber técnico é o do expert que transmite conhecimentos sem experiência, cujo sentido intelectual e histórico lhe escapa. Assim como no processo produtivo a proletarização é perda dos objetos produzidos pelos produtores e perda do sentido da produção, a especialização pelo know how é proletarização do saber. Por isso o especialista moderno se comunica por fórmulas, gráficos, estatísticas e modelos matemáticos. Foucault reconhece seu primeiro representante em Oppenheimer que enunciou o projeto Mannhathan - que levou à bomba-atômica - em termos simpaticamente técnicos.

A “Universidade do Conhecimento” perverte pesquisa em produção. Quanto à educação à distância, ela não significa um apoio ao conhecimento e seu acesso a regiões distantes, mas sim o fim de toda uma civilização baseada nos valores da convivência, da sociabilidade e da felicidade do conhecimento.

Olgária Mattos é filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo.

4 festival de contracultura pelo Território Livre

O festival de contracultura pelo território livre é um projeto do grupo Coro de Carcarás, construído conjuntamente com outros grupos culturais. O festival, em suas últimas edições, vem reunindo artistas/grupos de cinema- teatro-música-grafitti-revista-arte urbana, que produzam uma arte de contestação, no caminho da contracultura.

É um momento de unificação da produção e de envolver ainda mais setores da juventude, criando uma perspectiva de transformação, através de uma agitação política-cultural.
O Coro de Carcarás está, agora, iniciando a construção do 4º festival de contracultura pelo território livre, que ocorrerádia 28.08 (sexta-feira) a partir das 22h, no Teatro X, na rua Rui Barbosa, centro da cidade de São Paulo.

O festival, que vem crescendo a cada edição, busca construir uma frente de produção e criação cultural que se contraponha ao shopping-center da cultura burguesa. E que, dessa forma, seja uma ponta de lança para transformar a realidade deste país.

Um grande CORO que faça reverberar toda a nossa revolta poética!

Para saber mais acesse www.corodecarcaras.org

Luta ignora precariedade do curso

Texto publicado no FALAÇÃO 4



O semestre começa um pouco diferente para os estudantes de jornalismo, muitos desanimados com o curso depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Para o presidente do STF, Gilmar Mendes, o diploma não impede que o profissional provoque danos irreparáveis ou prejudique direitos alheios. "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", afirmou à Folha de S. Paulo.

Vários outros argumentos foram colocados, entre eles a própria liberdade de expressão supostamente prejudicada pela exigência do ensino superior para produzir informação.

Desde então, ganhou destaque o movimento liderado pela FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas), que se coloca contra a medida. Apoiado por profissionais e estudantes universitários, o movimento realizou algumas manifestações de rua a fim de tentar reverter a decisão.

A situação fica ainda pior para nós estudantes

A mudança poderá piorar as condições de trabalho do estudante de jornalismo, já que a concorrência tende a aumentar. Outro ponto é a desvalorização do curso: talvez, no futuro, cursos técnicos - como de redação – sejam mais procurados do que o curso superior de jornalismo, o que servirá apenas para incentivar e aumentar a mão-de-obra barata e especializada.

Entretanto, o pior disso tudo seria o fim definitivo de qualquer conteúdo crítico que a universidade ainda possibilita, e que é tão importante na formação do estudante.

A “luta” se resume ao diploma?

Nesse sentido, a luta pela obrigatoriedade do diploma aparece aos estudantes universitários como se a universidade se resumisse a isso. É importante perguntar a cada estudante do nosso curso se antes não havia problemas muito maiores, como professores ruins, falta de equipamentos de rádio e tv e “aulas” à distância. Afinal, qual é a validade de um diploma quando o curso que ele representa é precário?

Organizar o debate!

A coordenação do curso de jornalismo está organizando um debate sobre o tema. A atual gestão do C.A. de jornalismo considera positiva a iniciativa, pois somente por meio do debate crítico, da proposição de ações e organização dos estudantes poderemos defender nosso curso e lutar por um futuro digno. Convidamos todos os estudantes a se integrarem e construírem esses espaços de discussão.

Cobaias da Integração- parte II

Texto publicado no FALAÇÃO 4

Desde o começo das aulas, os estudantes têm observando que as aulas não estão realmente integradas e que há uma falha nesse novo sistema de implementação de módulos, assim como dito no Falação n#2. O intuito da implementação dos módulos é integrar os conteúdos das matérias para que os alunos tenham uma visão interdisciplinar dos assuntos tratados e observar o ambiente com olhar amplo e macroscópico. Tal iniciativa é justa e válida. Mas o projeto não está sendo bem executado.

O primeiro semestre teve três módulos: História do jornalismo (Gêneros Jornalísticos, História do Jornalismo no Brasil e Tecnologia da Informação ) Comunicação, mídias e narrativas (Filosofia e talvez Filosofia da linguagem- a professora Andréa não sabia o nome do tema, e o professor Straccia disse que ia ensinar gramática para ninguém, embora isso fizesse parte do cronograma de aulas) e Linguagem Jornalística (Radio, Televisão, Impresso e Conceito de Notícia e Entrevista). Mas a integração ainda está longe de ser alcançada quando alguns professores não questionam ordens recebidas como se vivessem dentro de um sistema autoritário e outros simplesmente lavam as mãos preocupados apenas com o contra-cheque no final do mês.

A desculpa é sempre a mesma: de que estamos passando por um período de adaptação sujeito a falhas do sistema implantado, por conta da imaturidade dele. Mas até quando? Até quando teremos o dever de manter mensalidades em dia, quando a Universidade Metodista não nos aponta saída para os problemas encontrados?

*texto escrito por estudantes do 1º ano do curso.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalistas - com ou sem diploma

[Quem acompanha este blog já deve saber sobre o assunto, mas vou registrar o fato e a minha opinião pra, inclusive, abrir um espaço de debate talvez mais amplo.]

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Para o presidente do STF, Gilmar Mendes, o diploma não impede que o profissional provoque danos irreparáveis ou prejudique direitos alheios. "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", afirmou à Folha de S. Paulo.

Vários outros argumentos foram colocados, entre eles a própria liberdade de expressão supostamente prejudicada pela exigência do ensino superior para produzir informação. Do outro lado, jornalistas e estudantes se preocupam com o valor do seu currículo, com receio de perder suas vagas (que vagas?) de empregos para "qualquer um".

Pra mim, é engraçado a forma como as pessoas se preocupam com a oferta de vagas de emprego quando se trata da SUA vaga. Como se várias outras pessoas já não estivessem sem emprego todos os dias, muitos até formados, com diploma na mão [e só né].

Mesmo quem se dedicou a vida toda e fez milhares de cursos e línguas e blablabla que o mercado exige (e que uma minoria bem reduzida apenas tem acesso), conseguiu finalmente um trampo "razoável": ganha 2 mil reais por mês. Ufa! Salário dos sonhos, afinal quantas pessoas não estão em situação pior. Pelo menos ele tem um emprego né?

Vixi, mas... e agora que nem essa migalha ele, que investiu tanto dinheiro pra uma carreira de sucesso, não tem mais?! É, agora apertou o calo do jornalista.


Na reunião de hoje (quinta-feira), em discussão sobre o assunto, falou-se até de um possível rebaixamento dos salários, além de diversas outras especulações. Então, a partir do anseio dos alunos e de sua insatisfação perante à mudança, foi sugerido um debate no próximo semestre, porque já estamos quase em férias, com a participação de professores e representantes da Metodista.

A discussão e organização do debate continua nas próximas reuniões e depende dos alunos, não só do C.A. Interessado em brigar pelo seu diploma?
- que esconde as precárias aulas virtuais, professores ruins, falta de equipamentos de rádio e tv, além de ser só pra VOCÊ e excluir muitos outros que queriam ser jornalistas, mas não podem porque é caro.

Participe!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma família, de acordo com a vontade da reitoria da Metodista

Por Allan Simon

O mundo está mesmo mudando. Pelo que pensa a competentíssima reitoria da UMESP, o virtual pode substituir muito bem o real, o presencial. Tudo certo, então. Vamos imaginar como seria o cotidiano de uma família "moderna".

De manhã, por volta das 6 horas, o marido vai trabalhar. Como de "costume", deixa recados para a esposa e os filhos, que acordarão mais tarde, no SIFU (Sistema Integrado de Famílias Unidas). Lá estarão todos os pedidos dele para o dia inteiro, como afazeres domésticos, ordens para as crianças, etc.

A esposa, quando acorda, logo SIFU. As crianças também. Elas vão para a escola, e quando voltam, a mãe está fora de casa. O que acontece? SIFU! Lá estarão informações da mãe, entre elas "a comida está na panela, é só esquentar", "arrumem o seu quarto", etc.

Um dos filhos quer ganhar uma bola de futebol oficial. Seria simples, só pedir ao pai, certo? Errado! Nos tempos modernos, o menino vai ao SIFU e deixa uma mensagem, descrevendo inteiramente a bola em questão. Uma descrição falha, mas é com ela que o pai terá que se virar. A chance de erro é grande.

A outra filha, uma adolescente, quer sair com um namorado. Para isso, teria de enfrentar os pais, e toda aquela conversa de sempre, certo? Errado! É só deixar uma mensagem online, e nesse caso, os pais SIFU.

Até mesmo a empregada, que vai fazer a faxina semanal, aderiu ao SIFU. Até mais que os outros. Pois somente nele estarão as muitas e vagas informações do que há a ser feito. Não é possível decorar e nem absorver tudo de uma vez, por isso ela SIFU o dia inteiro.

A noite, o marido chega cansado. Mas, para sua tristeza, até mesmo o seu patrão aderiu ao SIFU. Lá estavam mais trabalhos para ele, em casa. E trabalhos que pareciam sem o menor nexo. Afinal, o marido era engenheiro, e o trabalho consistia em escrever redações! Mas, tudo certo, o pobre engenheiro já tinha se acostumado a SIFU.

Por volta de 20h, a família toda estava doida. Não sabiam o que fazer. Por quê? Porque tudo estava no SIFU. Ou seja, todo mundo SIFU de uma vez.

Antes de dormir, o marido quis "relaxar" com a esposa, que já estava exausta de tanto SIFU. Então, sem poder contar com a amada, o marido SIFU mais uma vez.

CAJOR- O que é

Por Camilla Feltrin - 1° semestre de Jornalismo noturno

Apesar de uma grande mobilização por parte do CAJOR, muita gente ainda não sabe o que é. O Centro Acadêmico de Jornalismo é um movimento organizado pelos estudantes e para os estudantes, que pretende não estagnar o potencial dos alunos apenas no popularíssimo hino “Vamô bebê Metô!”. Visa direcioná-lo para a reflexão sobre as condições do ensino prestado pela Universidade. Nosso atual objetivo, mas não o único, é lutar contra as precárias e mal elaboradas aulas virtuais.

Em seis meses de C. A houve uma melhora quanto à organização estudantil; desde a obtenção de uma sala para as reuniões e discussões (Delta 125), a publicação do FALAÇÃO - um jornal aberto e feito pelos estudantes -, um debate com representantes da pró-reitoria e a manifestação que aconteceu no dia 9 de junho. Isso não é pouco. Pode ser que um apitaço não resolva nossos problemas, mas com certeza ele escancarou as nossas ideias e mostrou que não somos pessoas conformadas esperando soluções caírem do céu.

"Coisa de aluno do primeiro ano.” Durante a nossa primeira manifestação várias vezes essa frase foi ouvida. Mesmo os diretores do C.A. sendo do quinto semestre, a maioria dos estudantes realmente era do primeiro ano. Ainda bem que são: nos próximos três anos, pelo menos, a gente vai fazer ser ouvido.


PARTICIPE

Muita gente critica o formato do CAJOR e a forma como são tomadas as decisões e ações. O que poucos sabem é que também somos alunos iguais a todos e que também estamos aprendendo. Mas o mais importante, estamos fazendo! E ao invés de apenas criticar indiretamente e ficar no “achismo” das coisas, esses deveriam sugerir e conversar pessoalmente com o CAJOR, pois novamente, erramos porque estamos aprendendo, mas fazemos porque não ficamos só na palavra. E ninguém do C.A. morde aluno, então é só chegar.

O C. A. depende dos alunos. Se você tem ideias e sugestões ou simplesmente não concorda como estamos fazendo as coisas, participe das reuniões que acontecem todas quintas-feiras no Delta 125, durante o horário do intervalo da manhã e da noite (10h50 e 20h50, respectivamente). O blog e o FALAÇÃO também são abertos para quem queira escrever.

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